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Série 'Fear the Walking Dead' estreia 2ª temporada

Produção retorna em ritmo acelerado e com muito suspense

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

09 de abril de 2016 | 16h00

LOS ANGELES - Em termos de audiência, Fear the Walking Dead, série acompanhante do sucesso The Walking Dead, começou com um estouro. Nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de pessoas assistiram ao piloto. No Brasil, a série criada por Robert Kirkman aumentou a audiência do canal AMC, recém-desembarcado no País, em 65% em relação às quatro semanas anteriores. A trama, no entanto, evoluiu em marcha lenta.

Ao contrário da sua irmã mais velha, em que o protagonista Rick Grimes (Andrew Lincoln) acorda com o apocalipse já em andamento, Fear the Walking Dead mostra o início da epidemia zumbificante, quando ninguém tem ideia do que está acontecendo. A primeira grande ameaça veio apenas no último episódio. Mas a segunda temporada, que estreia no Brasil neste domingo, 10, às 22h, no canal AMC, inicia em ritmo bem acelerado, nos moldes de Walking Dead. Segundo Kirkman, não se trata de uma resposta às críticas sofridas nos primeiros seis episódios. “Ao longo de suas seis temporadas, The Walking Dead também teve seus momentos de calmaria”, disse Kirkman. “Quando você está apresentando os personagens, não pode já mergulhar em ação contínua. Então a segunda temporada começa com tudo, mas vamos continuar tendo tempo para conhecer os personagens”, complementa.

Para o produtor executivo Dave Erickson, há muita coisa que Travis (Cliff Curtis), Madison (Kim Dickens), Daniel (Rubén Blades) e os outros não sabem sobre o apocalipse. “Se você contar os dias, ainda não chegamos ao ponto em que Rick (Grimes) acorda na Geórgia”, afirmou ainda.

Para Strand (Colman Domingo), a saída está na água. O misterioso personagem surgiu no quinto e penúltimo capítulo da primeira temporada, aproximando-se de Nick (Frank Dillane), o filho viciado de Madison e irmão de Alicia (Alycia Debnam-Carey), quando ambos estão detidos no edifício governamental. Quando eles conseguem escapar, depois de Daniel soltar todos os zumbis presos num ginásio, se dirigem para o mar, mais precisamente, para o barco Abigail. Mas o primeiro episódio do segundo ano da série deixa claro que a solução não vai ser tão simples assim. “Foi interessante replicar aquele sentimento de ansiedade da primeira temporada. Agora, colocamos esta família disfuncional numa embarcação, no meio do mar, sem ter para onde ir. E ninguém sabe direito qual é a intenção do outro nessas circunstâncias.”

Para o ator Cliff Curtis, é impossível não pensar em imagens vistas na vida real. “Na primeira temporada, o interessante foi ver que as pessoas que deveriam nos proteger e nos salvar não fazem isso”, disse. “Na segunda temporada, os personagens tornam-se refugiados. E isso é interessante de falar, há muitos refugiados no mundo todo. Ninguém os quer. É interessante ver refugiados norte-americanos procurando uma casa.”

O músico panamenho Rubén Blades, ganhador de sete Grammys e cinco Grammys latinos, também se interessou pelos temas por trás de Fear the Walking Dead. “É uma série de perguntas. Não é uma bobagem de zumbis. Não há religião, não há lei, não há estruturas morais. Só sobrevivência. Veja o que acontece no Sudão, na Síria. Não há zumbis, mas existe crime”, acrescenta Blades.

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