Série 'Defiance' agora terá personagem criado com base em game

Ficção mostra a Terra de 2046, onde alienígenas dividem espaço

João Fernando, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2014 | 08h00

PASADENA - Melhor do que dar palpite sobre a série preferida é entrar na história. O sonho que parece distante foi realizado por uma telespectadora de Defiance, cuja segunda temporada estreia na sexta, às 21 horas, no canal pago Syfy, um dia após a exibição nos Estados Unidos. A produção de ficção científica, que mostra a Terra de 2046, onde diferentes raças de alienígenas dividem espaço com terráqueos em um planeta em guerra, foi lançada simultaneamente com um jogo para computador e videogame, no ano passado. Com base no comportamento dos usuários, mudanças aconteceram nos roteiros da nova fase.

Os jogadores com melhor desempenho tiveram os nomes enviados para a produção. "Eu revi as histórias desses personagens e escolhi um dos finalistas para atuar na série. A jogadora escolheu o figurino e vimos as características físicas dela para fazer a nossa maquiagem de alienígena. Criamos um avatar que estará em três episódios da segunda temporada", contou ao Estado Kevin Murphy, roteirista e produtor executivo da série.

A fã sortuda teve a chance de ficar próxima à equipe, porém, não executou o papel, interpretado por uma atriz profissional. Responsável pela conexão entre telespectadores e produção, Murphy quer investir na ideia. "A minha ideia é que ela seja um papel importante na terceira temporada. Se você vencer o concurso, seu personagem vai fazer parte do mundo de Defiance."

A nova etapa da série terá um enredo diferente da anterior, quando a cidade de Defiance passou por novas eleições, vencidas pela República da Terra, grupo truculento de terráqueos que não se importam com os extraterrestres que viviam em harmonia no local. A trama principal vai girar em torno do protagonista Nolan (Grant Bowler), uma espécie de mercenário que havia se tornado uma autoridade policial no governo antigo. Desta vez, ele sairá em busca de sua filha adotiva e alienígena Irisa (Stephanie Leonidas), de quem foi separado.

Kevin Murphy diz que, por haver mais tramas no jogo que na televisão, é preciso criar as histórias separadamente. "Não podemos fazer muitas coisas no jogo que afetem os telespectadores que também assistem à série. Queremos criar uma boa experiência. Temos um grupo que vê na TV, mas não joga, outro que só joga, mas não liga para a série e outro de superfãs, que fazem os dois. Por isso, estamos aprendendo."

Segundo ele, os jogadores têm mais detalhes sobre o universo da série. "Quem joga descobre informações que não necessita como telespectador. Você aprende mais sobre as raças de alienígenas, vê conexões entre as famílias. Algumas questões serão respondidas no videogame, mas não fazem diferença se você apenas assiste à série", explica Murphy, que precisa fazer ajustes na segunda temporada, escrita antes do lançamento do jogo.

Apesar do retorno dos jogadores, o mesmo não acontece com a audiência. A temporada é gravada antes da estreia, sem que haja mudança na história por causa da reação do público da TV. "Isso pode ser bom. Em programas da TV aberta, você mal começa e já tem o retorno de mídia. Às vezes, entrega a edição pouco antes de eles colocarem no ar. Em Desperate Housewives (na qual foi roteirista), tudo acontecia no último minuto. No nossa situação, é bom ter esse vácuo. Você não tem a emissora entrando e dizendo para mudar, não precisa alterar toda a sua temporada por causa disso. O que é gratificante artisticamente. Se faço alguma besteira ou erro, prefiro consertar na temporada seguinte.

* O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE  DO CANAL SYFY

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