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Série de ficção recupera histórias da corrida pelo ouro

Equipe de 'Klondike' encarou até avalanche na montanha durante filmagens no Canadá

João Fernando, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2014 | 03h00

Especializados em programas de sobrevivência, os produtores do Discovery puderam pôr em prática os conhecimentos ao gravar a primeira série de ficção do canal. Com estreia prevista para terça, às 23h10, Klondike conta a história de dois amigos que saem de Nova York e seguem para a gelada divisa do Canadá com o Alasca em uma corrida do ouro, em 1897. Para dar mais realidade à atração, a equipe rodou todas as cenas na região onde a trama se passa, cheia de montanhas e neve.

“Logo de início, fomos informados que não dava para gravar lá. Foi uma subida de horas e depois precisamos de um helicóptero lá em cima. Foram 55 dias sem parar, dá para imaginar as condições. Dá para se ter uma ideia do aconteceu com quem se aventurou pelo monte Klondike”, compara Dolores Gavin, produtora executiva da série, que passou o mesmo perrengue do elenco e da equipe.

Na história, Bill (Richard Madden, de Game of Thrones) e Byron (Augustus Prew) são dois estudantes de Direito que largam tudo para tentar a sorte na mineração no norte. Na região canadense de Klondike, terra de ninguém, os forasteiros esbarram nos concorrentes e nos habitantes de uma pequena cidade, com ares de faroeste. Com apenas seis episódios, a atração será exibida uma vez por semana e sem intervalos.

Para sua primeira incursão no ramo da ficção, o Discovery recrutou o cineasta e produtor Ridley Scott (Gladiador). “Ele se sentou conosco e viu o detalhe de cada tomada. Ele pensa artisticamente, mistura beleza e técnica”, derrete-se Dolores. Na hora de escalar o elenco, tentaram a sorte. “Deixamos o roteiro nas agências de Hollywood no fim de semana e ficamos esperando o telefone tocar na segunda. Foram as 48 horas mais agonizantes que tivemos. O primeiro foi o Richard Madden. Depois, vieram os que queriam trabalhar com ele, como o Tim Roth (Pulp Fiction). Tivemos muita sorte.”

Até as estrelas passaram pelas dificuldades da gravação da equipe técnica. Segundo Dolores, a subida da montanha foi um dos piores momentos. “Foram 14 horas de trabalho. Estávamos com travas nos sapatos e a temperatura estava abaixo de zero. Todos estavam amarrados para que ninguém caísse da montanha. Perdemos algumas câmeras aquele dia”, relembra a produtora executiva. Ela garante que não houve cena em estúdio. “Até a avalanche era real, não houve efeitos especiais”, disse ao Estado em teleconferência com jornalistas.

Para chegar à ideia da série, a equipe do Discovery aproveitou temas que haviam aparecido no canal em realities. “Tínhamos falado sobre a corrida do ouro. Por que não fazer uma história? Então, procuramos o Ridley Scott e dissemos que queríamos fazer isso”, conta a produtora, que usou como base o livro Gold Diggers (Cavadores de Ouro, em livre tradução), da canadense Charlotte Gray. 

Apesar de ser uma trama norte-americana, Dolores acredita que Klondike poderá conquistar telespectadores mundo afora. “É bem familiar. O programa mostra como a natureza humana não tem tempo e como a humanidade tende a repetir suas ações sempre”, avalia. 

Para ela, a atração não tem uma visão apenas de registro histórico de um momento. “Eu sempre digo que não é um programa sobre o ouro. É sobre o que a riqueza representa realmente para as pessoas. Todos os personagens foram para aquela região buscar a fortuna. Porém, para cada uma dessas histórias da vida real, vemos que a riqueza real é algo bem diferente.”

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