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Série ‘Clube de Cuervos’ usa o futebol para o humor e drama

Seriado conta a trajetória de dois irmãos que dividem a presidência de um clube após a morte do pai deles

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2015 | 16h00

Um episódio inteiro sem a bola, de fato, rolar. A série se chama Club de Cuervos, é centrada em um time de futebol mexicano, mas ninguém grita gol ou xinga o juiz no primeiro capítulo da produção completamente latina do serviço de TV por streaming Netflix. O futebol está ali, mas não está, de fato. É o plano de fundo para uma comédia com ares novelescos de 13 episódios, todos já no ar. 

“Existe um clube de futebol aí no meio, mas ele é só o meio”, explicou Gary Alazraki, criador da série e um dos diretores da primeira temporada. Ele, que trabalhou com o protagonista Luis Gerardo Méndez no filme Los Nobles: Quando os Ricos Quebram a Cara (2013), reedita a parceria com esse humor ora pastelão, ora negro, selecionado para ser a primeira produção inteiramente latino-americana do serviço. No plano de expansão global, a América Latina ainda era uma pedra no sapato. A tentativa da empresa foi partir com o jogo já ganho: a fórmula de novelão mexicano, o futebol e alguma polêmica. 

Club de Cuervos estreou pouco depois de mais um escâncalo da Fifa, maior entidade do futebol mundial. Há, na série, uma grande crítica ao futebol profissional comandado por técnica amadoras, desde o abuso de drogas por parte de jogares e dirigentes até valores cobrados para que fulano seja titular. 

“Ainda que o futebol tenha essa importância” conta o diretor e criador, “Abordamos um número grande de personagens, criamos uma cidade totalmente nova, temos ricos conspirando contra os outros. O esporte só está aí no meio.” 

O seriado parte da morte de um poderoso ricaço da fictícia cidade de Nuevo Toledo, no México. Dois irmãos de diferentes casamentos, Chava e Isabel Iglesias, interpretados por Gerardo Méndez e Mariana Treviño, dividem a fortuna pela metade, mas disputam a presidência do clube de futebol que era a paixão do pai. Surge, ainda, a possibilidade de um terceiro herdeiro chegar e dividir o patrimônio. “Falamos de temas universais”, diz o ator. “É sobre o poder estar nas mãos erradas. Falamos de traição, de rivalidade entre irmãos. De ressentimento. E ainda por cima temos tudo o que está acontecendo no futebol. É algo que vai ser compreendido no México, na Argentina, ou em Israel”, completa.

A atriz, responsável pelo papel mais sisudo da série, de filha genial e relegada por uma questão de gênero e não de talento, elege a família como tema central do seriado. “Tentamos mostrar até como a dinâmica entre pessoas de uma família muda em uma situação como essa”, ela diz. Gerardo Méndez concorda: “O principal são os personagens. Somos divertidos, patéticos, odiosos e tridimensionais.” 

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