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Série 'Chicago Fire', que chega à quinta temporada, traz sucesso para a cidade dos Estados Unidos

Novo ano do seriado chega ao Brasil nesta segunda-feira, às 22h, no canal Universal

Mariane Morisawa, Especial para o Estado

07 de novembro de 2016 | 04h00

CHICAGO - Com 2,7 milhões de habitantes, Chicago é a terceira maior cidade dos Estados Unidos, atrás de Nova York e Los Angeles. Mas, ao contrário das duas, não foi cenário de tantas séries de televisão – e muitos programas que se passavam lá, como E.R. – Plantão Médico, na verdade não eram rodados no local. 

Tudo mudou com Chicago Fire, lançada em 2012, que estreia sua quinta temporada no Brasil nesta segunda-feira, 7, às 22 horas, no Canal Universal, sobre os bombeiros na cidade. Depois, vieram Chicago P.D., focada na ação da polícia, e Chicago Med, sobre um hospital. Em breve, chega Chicago Justice, sobre o sistema judiciário. O responsável por colocar Chicago novamente no mapa das produções televisivas foi o superprodutor Dick Wolf, famoso pela série Law & Order, que durou 20 temporadas. “Chicago é uma grande personagem. Acho que, se fizéssemos em Nova York ou Los Angeles, o cinismo teria se infiltrado”, disse Wolf em entrevista à imprensa internacional numa cervejaria em Chicago. “Esses personagens podem dizer coisas que representam o melhor dos Estados Unidos. Essas séries são para o coração da América.”

O sucesso de audiência – Chicago Fire tem uma média de 8 milhões de espectadores por semana, enquanto Med e P.D. giram em torno dos 6 milhões cada – refletiu-se também em dinheiro para a cidade. Segundo Michael Brandt, “showrunner” (produtor responsável pelas decisões criativas) de Fire, só essa série gastou cerca de US$ 300 milhões na cidade. “Lá, no começo, tivemos uma reunião com o prefeito Rahm Emanuel e ele entendeu o que isso significaria para Chicago”, disse Brandt. 

Derek Haas, que divide a posição de “showrunner” com Brandt, destacou a variedade de paisagens: “O bom é que a cidade tem todo tipo de bairro, um centro, um rio, um lago, arranha-céus, casas de família. Dá para ter todo tipo de história. E a cidade é muito amigável, nos deixa rodar em todas as partes, até no topo da Willis Towers”.

Chicago também vive um momento de índices altos de violência urbana – no ano passado, foram 492 homicídios e 2.988 vítimas de tiroteios, números já superados em 2016. A situação levou a cidade a ser apelidada de “Chiraq”, uma mistura de Chicago com Iraque. Situações reais, como a briga entre gangues e a violência contra negros, são abordadas nas séries, especialmente em Chicago P.D., cuja quarta temporada está no ar no mesmo Canal Universal, às terças, às 23 h (a segunda de Chicago Med é exibida às segundas, 23 h). “Recentemente, tivemos episódios sobre violência entre negros e de violência entre negros e brancos”, disse o produtor Matt Olmstead. “Selecionamos bem as histórias que vamos contar, mas não queremos mascarar o que realmente acontece.”

Uma das marcas das séries é o “crossover” institucionalizado. Enquanto outras séries anunciam quando os personagens de uma vão encontrar o de outra, no mundo de Chicago isso acontece em todos os episódios. “Não quero parecer intelectual, mas meu modelo é a Londres de Dickens. O mesmo personagem podia aparecer em outros livros. É essa a ideia”, afirmou Wolf. 

O ator Taylor Kinney, que faz o bombeiro-galã Kelly Severide em Chicago Fire, explicou: “Policiais e bombeiros trabalham constantemente juntos. Não estamos forçando a barra. É a realidade. E deu certo. Temos cem episódios em Fire e três spin-offs bem-sucedidos. Nós, de Fire, nos sentimos meio paternalistas em relação às outras”. Mas nem tanto. “Torcemos por eles, mas não queremos que sejam mais bem-sucedidos que a gente”, disse Christian Stolte, que interpreta o bombeiro Mauch. Por enquanto, está dando certo. 

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