Serial killer: todo show tem o seu!

Quando o assassino em série da 1ª temporada de Epitáfios sacou um curvex para acertar a maquiagem de uma de suas vítimas, desvendei tudo. Claro que o serial killer só poderia ser o travesti da trama. Que homem saberia usar um curvex (aparelho que parece de tortura, mas serve para modelar cílios) com tamanha perfeição? Tá, o assassino era mesmo o travesti, mas a trama da série da HBO com a produtora argentina Pol-Ka vai além do tradicional "quem matou?" Antonio Birabent, como Bruno Costas, era de assustar. Quando a ópera começava a soar, o público já se preparava para cenas de assassinatos chocantes.

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2009 | 00h05

A 2ª temporada de Epitáfios não fica atrás. Saber quem é, ou melhor, quem são os assassinos não interferem em nada na qualidade do suspense. E que suspense! A Buenos Aires da HBO dá medo e há uma cena tensa a cada minuto. Cecilia Roth na pele de Marina é sensacional, principalmente quando desafia a morte em uma sequência de roleta russa. Bom, quem fez filme com Almodóvar não pode decepcionar o público, certo? E Julio Chávez, mais uma vez, está perfeito como Renzo. A dupla de detetives tem química e ritmo.

Além disso, vamos admitir: quem não adora um serial killer? Hoje, o que mais se vê na TV são esses psicopatas. Seja em documentários, como a ótima série O Índice da Maldade, da Discovery, ou na ficção. CSI está aí para provar. Nada mais prestigioso para encerrar a carreira de Grissom do que um caso envolvendo um serial killer. Já Dexter transformou um serial killer em herói. E, nessa onda teve espaço até para brasileiro. Quem não se assustou com Bruno Campos na pele de Quentin na 3ª temporada de Nip/Tuck?

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