Sem o personagem Riggs, série 'Maquina Mortífera' tenta recomeço em sua terceira temporada

Sem o personagem Riggs, série 'Maquina Mortífera' tenta recomeço em sua terceira temporada

Com a saída de Clayne Crawford do trama, Seann William Scott, conhecido por seus papéis cômicos no cinema, passa a fazer dupla com Damon Wayans na temporada que tem início nesta segunda, 8

Mariane Morisawa, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 06h01

LOS ANGELES - Matthew Miller passou pelo pesadelo de todo produtor de Hollywood. Em maio, sua série Máquina Mortífera, baseada numa série de filmes dos anos 1980 e 1990 sobre uma dupla de policiais, dispensou Clayne Crawford, um de seus dois atores principais, por causa de desentendimentos entre ele e o outro protagonista, Damon Wayans.

Apesar do sucesso da série, Miller achou que era o fim, até receber um telefonema do estúdio dizendo que, se achasse o ator certo, a série poderia prosseguir com um novo personagem. Miller, em férias na França, teve menos de uma semana para encontrar Seann William Scott, mais conhecido por seus papéis em comédias como American Pie – A 1.ª Vez é Inesquecível (1999). “Foi muito, muito, muito difícil”, disse Miller em entrevista no set de filmagens em Los Angeles. “As circunstâncias da saída de Riggs (personagem de Crawford) aconteceram muito rapidamente.”

A terceira temporada, com 13 episódios, estreia na Warner Channel nesta segunda-feira (8), às 21h40.

Miller admite que ainda está encontrando o personagem junto com William Scott. “É difícil porque a maior parte de sua experiência é cômica. E queremos isso, mas temos de acreditar que ele é a máquina mortífera. Não queremos que achem que ele é o Stifler (personagem de 'American Pie') com uma arma. Acho que ele tem essa preocupação também, de se afastar dos seus trabalhos antigos. O bom é ele é muito bacana, e está super em forma, tem visual de quem pode dar pancada.”

William Scott afirmou que uma grande diferença entre Cole e seus outros personagens é que este é inteligente. “Todos os personagens que fiz antes eram idiotas. Mas não vejo muita mudança em relação às duas primeiras temporadas.”

Segundo Miller, é como se fosse uma reestreia. “É como se fosse um novo piloto. É uma introdução. O primeiro episódio é grande e caro. São as mesmas expectativas de antes. Porque é um personagem que também é bonito e branco e que precisa ter características diferentes de Riggs.”

O papel de Seann William Scott é Wesley Cole, um ex-agente da CIA que primeiro aparece na Síria, onde algo trágico acontece. Ele então resolve voltar para Los Angeles e se reconectar com sua filha de 10 anos, fruto de um relacionamento com a médica Natalie Flynn (Maggie Lawson). “Cole tem muito sangue nas suas mãos”, contou Miller. “Ele quer se redimir disso. Não está pensando em se matar como Riggs. Ele vai ao encontro das situações para tentar evitá-las e usa a arma como último recurso.”

Enquanto isso, Roger Murtaugh (Damon Wayans) está tendo dificuldades de lidar com o que aconteceu com Riggs, que levou um tiro no fim da última temporada. “Ele acha que não vai conseguir ser policial, não sai de casa. Precisa de alguém ou algo para tirá-lo do buraco. É isso que Cole faz”, afirmou Miller. 

O produtor disse que a nova fase tem muitas diferenças em relação às duas temporadas anteriores, mas continua sendo a mesma série – um pouco menos sombria e mais cômica. Ele espera aplacar a fúria dos fãs, chateados com a saída de Clayne Crawford. “Ficou difícil acompanhar as redes sociais”, disse Miller. De qualquer forma, seus problemas não terminaram: Wayans anunciou que vai sair de Máquina Mortífera ao final desta temporada.

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