Sem beijo gay, Duas Caras tem final feliz para vilões

Após briga patética, Branca (Suzana Vieira) e Célia Mara (Renata Sorrah) se acertam e tornam-se amigas

da Redação, estadao.com.br

31 de maio de 2008 | 22h34

A novela Duas Caras, da Globo, chegou ao fim na noite deste sábado, 31. O último capítulo da trama escrita por Aguinaldo Silva não trouxe muitas surpresas. Maria Paula (Marjorie Estiano) perdoou Ferraço (Dalton Vigh), e os dois ficaram juntos, apesar do susto que o 'mocinho-vilão' tomou ao sair da cadeia e descobrir que ela havia sumido com toda a sua fortuna. Não saiu o tão aguardado beijo entre iguais entre Bernardinho (Thiago Mendonça) e Carlão (Lugui Palhares). Outro destaque foi o desfecho da vilã Silvia (Alinne Moraes), que se deu bem após muita maldade.   Ferraço, que começou a história aplicando um golpe em Maria Paula, passou dois anos na cadeia para pagar por parte dos crimes que cometeu. Ao sair da prisão, descobriu que a mocinha havia retomado toda a sua fortuna e tinha fugido para um lugar incerto. No final das contas, ela pregou uma peça no 'mocinho-vilão' e mandou uma passagem de avião para ele. O destino? O Caribe, onde foi recebido pela mocinha e pelo filho, Renato (Gabriel Siqueira). Além do que foi exibido, outros dois finais foram escritos e gravados pelos protagonistas.   Bernardinho e Carlão, enfim, se casaram, com a família e os amigos da favela da Portelinha como testemunhas, mas o beijo gay ficou na promessa. O novelista escreveu a seqüência, mas a Globo preferiu não gravar nenhuma referência ao tradicional "que se beijem os noivos". O roteiro foi vetado assim como tinha acontecido em América, de Gloria Perez. O que o telespectador viu foi uma cena de muito mal gosto. O juiz de paz fez um comentário homofóbico: "Ai, meu Deus, nunca vi tanta frescura" no final da cerimônia.   Silvia (Alinne Moraes) ganhou uma despedida chique. Após enlouquecer, tentar matar Maria Paula e Renato, a vilã conseguiu escapar da polícia - na fuga, é atropelada por um bom partido, que se apaixona e vai viver com ela em Paris. Detalhe: a vilã contrata João Batista (Julio Rocha) como motorista, que continua amante dela na cidade-luz.   Já o líder da Portelinha, Juvenal Antena (Antonio Fagundes), ficou sozinho: Alzira (Flávia Alessandra) vai morar em Ibiza, na Espanha, onde conseguiu um emprego como dançarina de pole dance. Já Evilásio (Lázaro Ramos) foi eleito vereador e se casa oficialmente com Júlia (Débora Falabella). E enquanto Gioconda (Marília Pera) vira senadora, Branca (Suzana Vieira) e Célia Mara (Renata Sorrah) se acertam e tornam-se amigas.   O último capítulo ainda revelou a identidade do sufocador: Geraldo Peixeiro (Wolf Maya, o diretor da trama)era o personagem que perseguia as garotas da boate e também acabou impune. Outras cenas que seguiram a linha do 'final-feliz' de quase toda a trama brasileira foi a volta de Amara (personagem de Mara Manzan). A intérprete se recupera de um câncer, mas já havia gravado seu final feliz. Ela volta para o marido, Bernardo, vivido por Nuno Leal Maia. Antônio (Otávio Augusto) e Débora (Juliana Knust) terminam juntos.   No final das contas, Aguinaldo Silva parece que quis repetir o embate de Nazareth e Maria do Carmo, papéis vividos por Renata Sorrah e Suzana Vieira na novela "Senhora do Destino". Renata e Susana interpretaram outra briga daquelas, numa cena praticamente patética. Como elas mesmas riram, 'duas senhoras numa briga ridícula'. Depois, ficaram amigas e deram o bom exemplo do perdão e da reconciliação. Isso é que é perdão: elas se odiaram a novela inteira e na briga do último capítulo, Branca e Célia Mara esbanjaram criatividade nos xingamentos e apelidos, como "Vassoura de piaçaba albina", "Anta de galocha", "Portuguesona".

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