Segunda temporada de 'The Bridge' estreia nesta segunda

Detetives Marco e Sonya ficam devastados com mortes nas famílias

João Fernando, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2014 | 16h00

A diferença de temperatura é considerável, mas não impede que a segunda temporada de The Bridge - versão norte-americana da produção escandinava Bron, que em sueco também significa ponte - tenha o mesmo suspense que a original rodada no gélido norte europeu. A nova fase, que estreia nesta seunga-feira, às 23h15, no canal FX, menos de uma semana após ir ao ar nos Estados Unidos, traz mais enigmas para a vida dos investigadores Marco Ruiz e Sonya Cross, respectivamente o mexicano Demián Bichir e a atriz alemã Diane Kruger.

Na trama, os dois seguem na cola de assassinos que atacam na fronteira das cidades de El Paso, no EUA, e Juárez, no México, além de resolver questões pessoais. Desta vez, Marco anda abalado com a morte do filho e precisa lidar com as mudanças hierárquicas em seu departamento e com os colegas corruptos da polícia mexicana. Ao mesmo tempo, Sonya desenvolve uma estranha relação com um homem ligado ao seu passado e à morte de sua irmã.

O primeiro episódio dá um panorama da situação dos protagonistas e dos personagens secundários. Antes, porém, começa com cenas para que tem estômago forte ao mostrar uma sequência de assassinatos com uma quantidade exagerada de sangue já nas primeiras tomadas. O curioso da passagem é a trilha sonora confortante, que afasta o telespectador do suspense e chama a atenção pelo contraste com a violência em questão.

Outra sequência sangrenta traz uma pitada de humor. Nela, representantes de uma organização criminosa cruzam a fronteira norte-americana para tirar satisfações com um ianque. Em meio ao terror psicológico, os bandidos tiram sarro das vítimas. Entre os malvados destaca-se Franka Potente, estrela de Corra, Lola, Corra (1998), que apesar de alemã convence como mexicana.

Os idiomas são também uma questão da série. No lado norte-americano da história fala-se inglês, no mexicano, espanhol. Entretanto, quem se esquecer de mudar a opção no controle remoto e assistir à versão dublada em português, que o FX exibe, vai perceber que apenas personagens menores do núcleo latino se arriscam em um portunhol.

Mesmo com as diferentes situações às quais Marco e Sonya foram submetidos na primeira temporada, em que os dois se encontram e trabalham em parceria, a dupla de detetives se mantém distante no começo da nova fase.

O mexicano aparece em momentos mais introspectivos quando não está testando a paciência com os novos colegas de profissão. Quem deve crescer na trama é o superior de Marco, anunciado pelos outros policiais como alguém que gosta de ser bajulado. Ele, porém, bate de frente com o protagonista nos primeiros minutos em cena. Já a personagem de Diane Kruger, que sofre de um distúrbio que dificulta seu convívio social, aparece afastada de sua função. Sonya vive um momento de reclusão, interrompido pela chegada de um desconhecido.

Outro que dá as caras é Daniel Frye, vivido por Matthew Lillard. O jornalista norte-americano continua a desvendar os crimes sem contar com a ajuda das autoridades enquanto tenta lugar contra seus vícios. A queda dele pelo álcool ainda é um assunto presente.

Com uma trama que se desenvolve lentamente, a nova etapa de The Bridge mantém a discussão do crime organizado no México. Permanecem os clichês explorados em Hollywood e em outras produções para a TV com direito a reuniões com autoridades de segurança pública norte-americanas que insistem em dar pitacos no país vizinho.

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