Div
Div

Segunda temporada de 'Helix' tem suspense, doenças e mortes

Estreiam nesta sexta novos capítulos da série que se funda em ciência de verdade

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 19h22

LOS ANGELES - O segundo ano de um seriado cheio de reviravoltas e mistérios é sempre um drama. Como fazer para manter o ar de novidade? Os produtores de Helix, cuja segunda temporada estreia nesta sexta-feira, 27, às 22 horas, no AXN, recorreram a um truque básico para tentar garantir o o clima: mudaram de cenário. 

Enquanto os primeiros 13 episódios corresponderam a 13 dias num laboratório no Ártico, os novos capítulos se passam numa paradisíaca ilha caribenha, St. Germain. “É completamente diferente”, disse a atriz Kyra Zagorsky durante entrevista, em Los Angeles. “Na primeira temporada, a atmosfera era claustrofóbica, porque estavam todos aprisionados num laboratório no Ártico. Agora, dá para usar os exteriores, ainda que eles também ofereçam ameaças.”

Zagorsky interpreta a dra. Julia Walker, um dos cientistas do CDC (Centers for Disease Control and Prevention, ou Centros para Controle e Prevenção de Doenças) enviados na primeira temporada da série – criada por Cameron Porsandeh e Ronald D. Moore – para investigar um vírus perigoso que está vitimando os trabalhadores daquele laboratório. 

Entre seus companheiros de missão, está o dr. Alan Farragut (Billy Campbell), seu ex-marido, que tem um motivo especial para se desabalar até o Polo Norte: seu irmão Peter Farragut (o canadense Neil Napier) é um dos infectados. 

Durante os 13 primeiros episódios, Julia reencontrou sua mãe, conheceu seu pai (o cientista chefe da base de pesquisas do laboratório, dr. Hiroshi Hatake, interpretado por Hiroyuki Sanada) e descobriu-se imortal. São bem nebulosas as ligações de vários personagens com a poderosa empresa Ilaria, dona do laboratório responsável pela criação de dois tipos de vírus, o Narvik-A (que mata e não tem cura) e o Narvik-B (com o qual os atingidos se tornam zumbis violentos que espalham a infecção). 

Na segunda temporada, Peter, a dra. Sarah Jordan (Jordan Hayes) e o novato dr. Kyle Sommers (Matt Long) investigam o novo ataque de um vírus num navio e acabam na ilha de St. Germain, possível foco inicial. Lá, topam com um culto liderado pelo Irmão Michael (Steven Weber), aparentemente isolado do mundo. “Se ele é líder de um culto, já há uma conotação negativa. Mas pelo menos no começo é uma comunidade benigna, que existe há centenas de anos”, explicou Weber, figurinha conhecida de diversos seriados, como Studio 60 on the Sunset Strip. “Ele dá boas-vindas ao CDC porque há uma clara ameaça à vida de seus seguidores, na forma de um vírus. Mas é Helix, então algo horrível deve acontecer em algum momento”, completou o ator. Alan Farragut também está na ilha, disfarçado. 

Julia, por sua vez, enfrenta uma jornada própria. “A imortalidade é algo interessante, é uma chance de consertar o que está errado”, afirmou Kyra Zagorsky. Trinta anos no futuro, sua personagem investiga naquela mesma ilha a origem da doença que se espalhou pelo mundo. 

Antes de rodar os episódios, a atriz sempre pesquisa epidemias – os sintomas do vírus da primeira temporada eram bem similares aos do ebola, descobriu ela. “Esse seriado é, primeiro de tudo, um drama, mas está fundado em ciência de verdade”, garantiu a atriz de 38 anos. “Quando as coisas malucas começam a acontecer, você acaba pensando em como seria se ocorressem de verdade. A ficção científica conecta-se à realidade.” 

Tudo o que sabemos sobre:
Televisão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.