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'Scandal' passa no teste da quinta temporada

Produção que estreia na segunda (20), no Canal Sony, surpreende espectadores e os próprios atores

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2016 | 05h00

PASADENA - A quarta temporada de Scandal acabou de forma devastadora – a primeira-dama Mellie Grant (Bellamy Young) foi expulsa da Casa Branca, Cyrus Beene (Jeff Perry), que era o ministro-chefe da Casa Civil, foi demitido, o agente da CIA Jake Ballard (Scott Foley), sabendo que Olivia Pope (Kerry Washington) ama o presidente Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn), se despediu dela. “O mundo de todos meio que explodiu”, disse Shonda Rhimes, criadora do programa, em entrevista à imprensa internacional. “Exceto para Olivia e o presidente Fitz, que terminaram se beijando no Terraço Truman, na residência oficial”, completou.

Mas, claro, em se tratando de uma série com a assinatura da poderosa produtora, nem essa aparente felicidade está garantida na nova temporada, a quinta, que estreia na segunda (20), às 21h, no Canal Sony. “É disso que eu gosto, porque num filme a história terminaria aí, com esse beijo”, contou Bellamy Young. “Mas a realidade é bem diferente, muitas coisas acontecem e, se você tiver sorte, acorda no dia seguinte, e a vida continua. Muitas vezes, significa que você precisa se reinventar.”

Não são apenas os espectadores que são surpreendidos – até os atores são mantidos em suspense. “Muitas vezes pela manhã a gente ainda não sabe o que vai acontecer à tarde”, contou Young. A primeira-dama está em plena campanha para o Senado e continua dividindo opiniões.

“Isso me deixa feliz porque, pessoalmente, não sou uma pessoa capaz de viver esse tipo de vida. Mellie leva sua vida da maneira como quer, e isso tem um impacto nas pessoas”, afirmou a atriz. “Shonda escreveu uma personagem que é uma alegria de interpretar. Se ela provoca discussão, acredito que esteja servindo ao propósito de Shonda, o que me deixa contente.” Kerry Washington ainda fica atônita quando espectadoras lhe dizem que a personagem é um modelo. “Ela fez muitas coisas questionáveis, inclusive ter um caso com um homem casado que é o presidente dos Estados Unidos!”, disse. “Claro que há coisas bem admiráveis nela. É uma empreendedora. É inteligente. Tem um closet maravilhoso. Mas ela também é complicada. Não há heróis nem vilões. Só humanos tridimensionais, cheios de defeitos.”

Tony Goldwyn acredita que Shonda Rhimes está para a televisão aberta como Vince Gilligan (Breaking Bad), Matthew Weiner (Mad Men) e David Chase (Os Sopranos) estão para a televisão a cabo. “Ela trouxe para os canais de rede séries inteligentes, com personagens fortes, divertidas, que você não pode deixar de ver. Acho que ninguém faz na televisão aberta o que ela faz. Shonda está sempre ousando, nunca deixa ninguém muito cômodo.” Por isso, o ator não tem ideia de como vai ser a vida de Fitz quando a presidência acabar. “Só sei que vai ser interessante”, afirmou.

Em suas séries, Shonda Rhimes nunca evita os temas controversos – na quinta, um dos temas é o aborto – e coloca pessoas de todos os tipos na tela. “Não interessa sua idade, sua orientação sexual, sua raça, sua etnia, há um espaço para você na Shondaland, e você consegue se ver nessas histórias”, disse Kerry Washington, que na época da estreia, se tornou em 2012 a primeira protagonista negra de uma série na televisão aberta americana em 40 anos. Hoje, há atrizes negras em papéis principais em How to Get Away with Murder, também da Shondaland, Empire, The Carmichael Show e Black-ish. “Poder ser uma pessoa real no mundo, poder ver sua cultura, de onde você veio, é fundamental”, disse Washington. “Porque uma maneira de atacar a alma de alguém é impedi-la de se ver. É uma mensagem subliminar de que você não tem importância.”


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