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Saiba por que a animação 'A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas' vai te cativar

Disponível na Netlilx, filme é dirigido por Michael Rianda e Jeff Rowe; veja trailer

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2021 | 15h09

(ATENÇÃO, PODE TER SPOILER) Com os catálogos das plataformas de streaming recheadas de boas opções para divertir a criançada, o trabalho para encontrar alguma que realmente valha a pena é complicado. Mas não desanime, pois têm sim produções que estão bem acima da média. Entre elas, chegou há pouco tempo à Netflix uma deliciosa animação, que vai fazer a alegria da criançada e dos adultos também, acredite. Então, vamos lá mostrar razões para conferir A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, que é dirigida por Michael Rianda e Jeff Rowe, que também assinam o roteiro.

Para começar, a história central gira em torno da problemática relação entre a adolescente Katie e seu pai, Rick. A garota ama cinema e vive fazendo vídeos divertidos, usando recursos tecnológicos, misturando linguagens, algo como nos acostumamos a ver nas redes sociais. Esse seu lado criativo vem desde a infância, o que a fez ser vista com reservas pelos colegas e até pela família. Agora, chegou a hora da menina ir para faculdade que tanto desejava, e está programando ir de avião. No entanto, na tentativa de se aproximar da filha, o pai decide que levará Katie de carro. O que será feito com a família toda reunida, seu irmãozinho Aaron, a mãe, Linda, e, claro, o inseparável cãozinho Monchi.

A ideia será a de fazer aquela última grande viagem com a família reunida, com a possibilidade de ainda dar umas paradinhas para rever lugares, além de muita conversa para uma aproximação maior. E, o que poderia ser mais uma jornada enfadonha, transforma-se em uma gigantesca aventura, pois o mundo passa por uma enorme ameaça com a revolta das máquinas. Como em outras produções cinematográficas, aqui o ser humano cria uma máquina, no caso um celular, que deseja dominar o mundo e acabar com a humanidade. Mas não contava com a força da família Mitchell, que estará no meio do caminho para lutar contra esse destino.

E a diversão vai além da história em si, pois vale aproveitar para tentar descobrir as referências que surgem nas cenas. Alguns meio óbvios, como 2001 - Uma Odisseia no Espaço, e outros do mundo pop, como Star War até mesmo Kill Bill. Mas, com atenção, outras surgem, tenha certeza, seja em imagem ou em música, mas estão lá. Tudo com muita inserção de figurinhas, como em um álbum ilustrado.

Até o final da trama, a viagem consegue levar a todos, o público inclusive, a algumas reflexões - a importância da família, a necessidade de apoiar e incentivar os filhos, e os pais também, a união para combater o inimigo em comum, olhar para coisas comuns e enxergar algo a mais e ainda aceitar as opções das pessoas. Além da história central, com Katie e o pai tentando se entender, há, claro, a mãe lidando com essa divergência entre pai e filha, cuidando do menor e do cãozinho, e sendo imprescindível na solução dos problemas. Aaron não fica de fora da força da animação, um garotinho tímido que ama dinossauros e quer encontrar alguém que divida com ele essa fascinação pelos animais pré-históricos.

A farra é tanta, que inclusive os criadores se colocam em cena, você vai ver, aguarde, será lá nos créditos. Na versão original, a atriz Olivia Colman surge como uma das vozes. Na dublada, HannahButtel, que faz a voz de Katie, Márcio Dondié é Rick Mitchell, Márcia Coutinho faz Linda e Enzo Dannemanné, Aaron. 

 

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