Roteiristas de televisão dos EUA entram em greve

Classe pede maiores ganhos com lucro gerado pela venda das séries em DVD; paralisação é a primeira em 20 anos

Efe,

05 de novembro de 2007 | 07h37

Os roteiristas de televisão dos Estados Unidos entraram em greve nesta segunda-feira pela primeira vez em 20 anos, informou em comunicado o presidente da Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, sigla em inglês), Nick Counter.   Counter qualificou esta medida de "irresponsável" por parte dos integrantes do Sindicato de Roteiristas Americanos (WGA, sigla em inglês), já que "as negociações estavam avançando" após a reunião deste domingo com a AMPTP.   Com a greve, exigem que os novos canais de distribuição - venda das séries de televisão em DVD e as transmissões das séries através da internet - também gerem lucro aos roteiristas, mas com condições que foram definidas de inalcançáveis diante da realidade financeira do setor.   "Tentamos definir posições em algumas de suas reivindicações principais, incluindo a difusão na internet e a jurisdição nos novos meios. No final, o sindicato estava pouco disposto a chegar a um acordo na maioria de suas principais reivindicações", diz Counter.   O presidente da WGA no litoral oeste dos EUA, Patric Verrone, afirmou que a posição do sindicato "é muito simples e justa". "Quando o trabalho de um escritor gera renda para as companhias, ele merece ser pago", afirmou.   "Quando pedimos que 'parassem o relógio' com o propósito de adiar a greve para permitir que as negociações continuassem, eles não aceitaram", respondeu Counter, que indicou que a greve deve atrapalhar as filmagens de seriados famosos como Lost, 24 Horas e Law and Order: Criminal Intent, programadas para os próximos meses.   Verrone disse que "nos últimos anos, conglomerados desfrutaram de enormes recompensas financeiras graças a dezenas de milhares de pessoas, incluindo membros da comunidade criativa". "Embora a fatia da indústria siga crescendo, a nossa está diminuindo", afirmou.

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