Romance de Cristina e Owen está ameaçado

Sandra Oh chegou ao Seattle Hospital de moto. "Ela tirou o capacete e foi cabelo para todos os lados", lembra James Pickens Jr., o Chefe. Desde então, a atriz é sempre indicada ao Emmy e, no 3º ano, com a cena de seu quase casamento com Burke (Isaiah Washington), ela merecia o prêmio. No 5º ano de Grey’s Anatomy, ela e Kevin McKidd viveram um romance cheio de altos e baixos e, agora, Cristina Yang e Owen Hunt terão o namoro ameaçado por Kim Raver. Em um papo com jornalistas, do qual o Estado participou, os atores falaram de seus personagens.

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2009 | 16h00

 

 

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linkO show tem de continuar

 

Cristina vai ter competição agora que Kim Raver chega para abalar a relação com Owen...

Sandra: Sério? O que está vindo? O que vocês estão dizendo? Quem?

 

A loira de 'Lipstick Jungle'...

Sandra: Vamos ver o que ela consegue fazer.Tentar separar meu homem de mim? Hã!

 

O que vai acontecer?

Sandra: Kim Raver está aqui (risos). Até a chegada dela, nosso relacionamento estava indo bem, não?

McKidd: Sim, o impulso deles na última temporada foi lidar com a síndrome de Hunt. E agora a questão é quem são eles no relacionamento. Eles estão neste ponto, certo? É um relacionamento mais normal, uma coisa do dia a dia.

Sandra: Mas sem aquilo do ‘será que vamos ficar juntos?’ Estamos conectados e agora outra pessoa está chegando...

 

Você gosta de reviravoltas?

Sandra: Infelizmente não sabemos o que vai acontecer. É óbvio que um triângulo amoroso está se desenhando. Estou ansiosa para saber o que os roteiristas vão nos entregar.

 

Você é territorialista em relação a Cristina?

Sandra: Após seis anos, me sinto excepcionalmente territorialista. Essa é uma palavra ótima. Se você está escrevendo ou vivendo um personagem, você transporta seu espírito a ele.

McKidd: Você se torna muito protecionista.

 

Como foi gravar o primeiro episódio da temporada com a morte de O’Malley?

Sandra: Foi estranho pela nossa dinâmica de elenco. Gostaria que nossos personagens tivessem de lidar com isso um pouco mais. Porém, a série precisa continuar. E a morte de George é passado e os roteiristas querem nos mover adiante. Mas acho que ainda vamos nos lembrar dele, pois é isso o que acontece. Você vai a algum lugar e se lembra de alguém do passado e essa lembrança te afeta.

 

Após seis anos, você chega a sonhar com o trabalho ou com a vida de Cristina?

Sandra: Não com a vida dela, mas com as pessoas no set. Sonho que estou falando com os roteiristas...

 

Qual é o lado ruim de estar na série, já que todos falam que a camaradagem no set é imensa?

Sandra: Não vamos te dizer isso (risos)... Mas acho que posso dizer outra coisa. Não é uma reclamação, mas um comentário sobre os rumos da TV. Somos um dos últimos dramas na TV aberta. Há limitações e liberdades criativas, que são positivas, mas também negativas. Acho que o drama está indo hoje para a TV a cabo. E a TV aberta precisa continuar produzindo bons dramas de uma hora para continuar no jogo, mas sei que é mais barato produzir reality shows, entende? Não é uma reclamação, mas uma preocupação.

 

Você assistiu ao fim de 'E.R.'?

Sandra: Estava trabalhando. Mas esse é um bom exemplo de como a TV aberta, em sua época áurea, atuou. A série contratou quase todos os atores de Los Angeles.

 

Como você avalia o progresso de Cristina Yang nesses anos?

Sandra: O que gosto da última temporada, com a apresentação de Owen Hunt, é que você vê a abertura de Cristina com o lado mais maduro, com compaixão. Gosto do fato dela continuar ambiciosa, competitiva e hilária nesse sentido, mas gosto da maturidade dela.

 

Você ama seu personagem a ponto de seguir com ele por mais 10 anos?

Sandra: Acho que os roteiristas vão conseguir formar uma estrutura que permita a rotatividade. E.R. teve três elencos centrais em épocas distintas.

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