Roma, grandiosa e extravagante

Roma de Fellini. No Telecine Cult, às 22 horas. Reprise, colorido, 128 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2007 | 01h46

Considerado um dos grandes diretores do cinema, Federico Fellini possuía uma imaginação tão rica que seu nome deu origem a um adjetivo, felliniano, devidamente incorporado aos dicionários de língua portuguesa. "Felliniano", em geral, indica algo grandioso, extravagante. Em 1972, ele dirigiu Roma de Fellini, que mistura autobiografia e imaginação para tecer um retrato da capital italiana como só o gênio de Fellini poderia conceber. O filme não conta propriamente uma história, mas mostra este jovem do interior que chega a Roma (o próprio Fellini?). A partir daí, inicia-se uma viagem do tempo, com cenas que remetem à época do fascismo, da 2ª Guerra e dos anos 70, quando o filme foi feito. O desfile de modas no Vaticano, o ataque das motos, os bordéis, os bombardeios, as escavações do metrô produzem cenas de grande beleza. Você não precisa nem pensar no significado dessas imagens. Precisa apenas relaxar e viajar na magia e sensualidade que só Fellini sabia criar. Ele próprio vira personagem e a cena com Anna Magnani é antológica.

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