HBO/Divulgação
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Na reta final de 'Game of Thrones', relembre os maiores momentos de empoderamento feminino da série

Apesar de escolhas contestáveis, roteiro da série teve bons momentos de personagens femininas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 13h19

Game of Thrones, da HBO,  tem uma relação conflituosa com suas mulheres: ao mesmo tempo em que aposta nas protagonistas, também reproduz clichês violentos contra suas personagens – o estupro como origem da força é um deles. Como preparação para o último episódio da 8ª temporada, que vai ao ar neste domingo, 19, o Caderno 2 separou cinco momentos em que os roteiristas acertaram na construção das personagens femininas. Confira: 

A primeira lição de espada de Arya Stark

Desde o começo da série, sabemos que Arya é tomboy –  uma menina que gosta de atividades geralmente associadas, pelo senso comum, a meninos. Ao contrário de seus irmãos, não tem permissão para aprender arquearia ou combate. Seu pai, Ned Stark, percebe o desejo e contrata um professor de ‘dança’ (na verdade, espada) para ensiná-la a lutar. 

A cena da primeira lição de espada tem alguns grandes momentos: ao ser chamada de ‘boy’ (menino) pelo professor diversas vezes e afirmar ser menina, escuta como resposta ‘você é uma espada, e isso é tudo’. Syrio, o professor, também a ensina que a espada é pesada para fortalecê-la. O que funcionou muito bem, considerando o desempenho de Arya em momentos fundamentais do seriado.

 

Daenerys liberta escravos de Yunkai e é proclamada mhysa

Daenerys Targaryen era desprezada pelo seu irmão, Viserys, que usou seu corpo e sua vida como moeda de troca por um exército. Foi estuprada pelo homem que a comprou, e que mais tarde se tornou seu marido. Foi retirada de sua terra e levada para ser a princesa de um povo que não era seu. Com a morte de Khal Drogo, assumiu um papel fundamental no comando dos dothraki. Era idolatrada por seu novo povo e passou a libertar cidades de escravos. Nessa cena, já icônica, Daenerys é proclamada “mãe” pela população de Yunkai, recém-libertada por ela. 

 

Sansa mata Ramsay Bolton e ajuda os Starks a recuperarem Winterfell

No começo do seriado, Sansa Stark é uma lady ingênua e egoísta que sonha em se casar com um príncipe e ir para a capital – o que de fato acontece. Sua vida desmorona aos poucos: primeiro com a morte do pai, ordenada pelo seu noivo, depois por abusos físicos e emocionais nas mãos de Joffrey, já seu marido. É obrigada a se casar com o sádico Ramsay Bolton, que a estupra e tortura diversas vezes. 

É importante, aliás, destacar que os produtores D&D receberam duras críticas pela narrativa de estupro na mão de Bolton. À época, os fãs se indignaram com o uso do estupro para a criação da narrativa de 'empoderamento feminino': um conhecido clichê da TV e do Cinema.

De qualquer forma, o momento em que Sansa matou Ramsay usando os cachorros do sádico foi bem interessante. E mais: ao acionar Mindinho e os Cavaleiros do Vale, a Stark ajudou sua família a recuperar Winterfell.

 

Como bônus, outro momento interessante é quando ela e Arya matam Mindinho:

Cersei, quase o tempo todo

A morte de Cersei não foi lá muito digna da personagem forte que ela era, mas é interessante acompanhar sua trajetória em todo o seriado. Desde o começo, Cersei nunca ficou à sombra dos homens: nem filhos, nem maridos, nem oponentes. Foi rainha de Westeros e implacável na busca por tudo o que desejava.

A explosão do Septo de Baelor é um bom exemplo da determinação que ela demonstrou durante todo o seriado:

Brienne de Tarth se torna cavaleira

Uma das cenas mais bonitas da oitava e última temporada de Game of Thrones está no capítulo 2. Após uma conversa interessante entre alguns personagens heterogêneos que se preparavam para lutar contra o Rei da Noite e seu exército de mortos, Brienne finalmente se torna cavaleira dos sete reinos – título que ela não tinha única e exclusivamente por ser mulher.

 

 

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