REUTERS/Henry Nicholls
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Reino Unido nomeará ex-executivo do Goldman Sachs como presidente da BBC, diz Sky News

O novo presidente, Richard Sharp, se juntará à emissora enquanto enfrenta algumas das maiores ameaças ao seu futuro desde sua fundação, há 98 anos

Paul Sandle e Sarah Young, Reuters

06 de janeiro de 2021 | 12h25

LONDRES  -  O Reino Unido vai nomear o ex-executivo do Goldman Sachs Richard Sharp como o próximo presidente do conselho de administração da BBC, enquanto a emissora enfrenta questões sobre seu financiamento futuro e seu propósito, conforme os telespectadores se voltam para novos concorrentes, informou a Sky News nesta quarta-feira.

Sharp tem atuado recentemente como assessor do ministro das finanças Rishi Sunak, disse a Sky.

Ele sucederá David Clementi, ex-vice-governador do Banco da Inglaterra, que deixará o cargo no próximo mês, após quatro anos.

O presidente do conselho, que é oficialmente nomeado pela rainha após recomendação do governo, é responsável pela manutenção e proteção da independência da BBC, que é financiada por uma taxa paga por cada domicílio que possui uma TV.



O novo presidente se juntará à emissora enquanto enfrenta algumas das maiores ameaças ao seu futuro desde sua fundação, há 98 anos.

O primeiro ministro, Boris Johnson, expressou ceticismo em relação à taxa de licença em um momento em que as audiências de TV da BBC estão diminuindo e serviços de streaming como a Netflix estão crescendo em popularidade.

A BBC é frequentemente acusada de preconceito por críticos de ambos os lados do espectro político. Alguns conservadores a enxergam como centrada em Londres e de esquerda, enquanto a oposição do Partido Trabalhista a vê como tendenciosa contra eles.

Uma revisão do financiamento da BBC deve ser feita em 2022 antes que sua autorização real precise ser renovada em 2027.

Clementi confirmou em junho que deixaria o cargo quando anunciou a nomeação de Tim Davie como o novo diretor-geral da emissora.

Davie é editor-chefe, responsável pelo conteúdo da BBC na televisão, rádio e serviços online, além de comandar suas operações.

O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido se recusou a comentar a reportagem da Sky News.

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