'Recebi convites para ir a vários velórios'

Com 'Ghost Whisperer', Jennifer Love-Hewitt descobriu que possui um 'pequeno dom'

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2008 | 00h04

Jennifer Love-Hewitt é aquele tipo de atriz que acredita que pode ser seu personagem. Quando interpretou Audrey Hepburn em um telefilme, Jennifer passou a se vestir apenas com figurino dos anos 50. Agora, com a Melinda Gordon em Ghost Whisperer (Sony, quintas, 22h), a atriz descobriu que possui um "pequeno dom" mediúnico. No set da série, a atriz falou à imprensa internacional sobre essas experiências sobrenaturais. Na última vez que conversamos, você disse que havia vivido algumas experiências sobrenaturais. Esses eventos continuam? Sim. Sempre acontece algo aqui e ali, mas nada assustador. Apenas algumas coisinhas...Quais coisinhas?Qual foi a última coisa que aconteceu? Ah, estávamos filmando em uma rua atrás do set e havia umas sete ou oito pessoas da equipe. De repente começamos a sentir alguém puxando nossas roupas. Não sabemos como explicar o que aconteceu.Você sente que tem um dom?Tive experiências, mas isso não é algo em que eu queira me aprofundar. As experiências me provaram que, além de Melinda e do meu trabalho, o que estamos fazendo aqui é especial e que pessoas como James Van Praagh (médium e inspirador da série) possuem um dom apurado. Não sei se existem pessoas como as que Melinda vê, mas acredito que elas deixam uma energia para nos dizer algo. Como isso afeta você?Adoro. Pego todos os lados bons do trabalho de Melinda e nada do lado ruim. Não preciso ficar acordada até tarde trabalhando, como ela. Mas existem aspectos da vida dela que adoraria ter. Por exemplo, falar com fantasmas. Acho que seria incrível ter essa experiência ao menos uma vez.Com qual fantasma você gostaria de conversar?Com qualquer um, mas não com os assustadores... Infelizmente, meu dom é diferente. É um pequeno dom que me permite viver através do dom de Melinda. E agradeço por todos os dias em que sigo a jornada dela, pois é fascinante. Você já se consultou com James Van Praagh?Já, algumas vezes. Pude falar com Alan, um amigo meu que morreu há muito tempo e que foi um tipo de mentor para mim. Soube que era ele, porque houve coisas específicas que ele me disse. E também falei com minha avó. Foi muito legal. Foi interessante vê-lo em ação. Todos têm um dom e o dele é único e é ótimo fazer parte disso. Foi assustador? Não. Achei muito interessante. Quer dizer, tenho certeza de que, se eu chegasse à noite em casa e houvesse um fantasma na minha sala, minha resposta seria diferente. Seria: "Nunca mais quero ver um fantasma! Foi muito assustador e obrigada por perguntar (risos)." Mas não. Foi maravilhoso.Como o papel de Melinda afetou sua vida?No primeiro ano da série, fui convidada para vários velórios (risos)! Esperei minha vida toda para ser convidada para eventos, mas não desse tipo! Foi estranho. Há pessoas que não falam nada, mas andam na minha direção e me olham estranho. Aí penso que tenho duas opções. Posso assustá-las e dizer algo como: "Ok, sua avó está aqui". Ou posso falar: "Tudo bem, você está limpa." E deixá-las voltarem às suas vidas sem saber se há ou não um fantasma em seus cangotes.

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