Raj e um punk chamado Robério

Quando compra uma das rifas oferecidas pelas colegas, Eliete diz que nunca ganhou nada em sorteio. Pensa ser mesmo azarada e, por isso, nunca joga nem participa das promoções que vê na TV. Mesmo assim, sabe que entre meia dúzia de galãs, escolheria o Rodrigo Lombardi caso ganhasse aquela promoção da palha de aço, que manda um bonito para a casa da feliz ganhadora. "Claro que eu escolho o Raj", diz ela para o espelho, como a Kate Winslet treinando o discurso de ganhadora do Oscar com o frasco de xampú.

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2009 | 23h36

Eliete vive uma paixonite louca pelo Rodrigo Lombardi desde que Caminho das Índias entrou no ar, há sete meses, e ele passou a responder por "Raj, o príncipe encantado". Depois de um Marconi Ferraço (Dalton Vigh) soturno, em Duas Caras, e Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia), o repórter pobretão de A Favorita, nada melhor do que um príncipe encantado clássico para deixar meio mundo nas nuvens.

Eliete não participou do concurso. Mas justo ela, que nunca ganha nada, ganhou uma réplica em papelão de Rodrigo Lombardi. Presente do Cleverton, que ela conheceu na comunidade "100% Vila Ré", do Orkut. Cleverton trabalha num supermercado, e arrematou para Eliete o Raj "em tamanho quase natural" que enfeitava o corredor de produtos de limpeza.

Desde então, o Raj de papelão é atração na Rua Inhatumani, onde Eliete mora - não há mais moça, menina, mulher casada ou senhora de idade que não tenha tirado foto com ele. O que resultou na fundação de outra comunidade do Orkut, "Eu conheço o Raj da Eliete." Quem não gosta da bajulação é Robério, o namorado. Punk que passa lápis preto nos olhos - "Igual à Maya", caçoa Eliete.Não bastasse o Raj da TV, pensa ele, agora vem esse Raj de papelão ser o centro das atenções.

Sem querer, o Raj já queimou o filme de Robério muitas vezes. A pior foi quando o personagem decidiu entregar o celular para Maya. "Uma prova de confiança e respeito pela relação dos dois", classificou Eliete - que quis o mesmo, cismada que anda com uma certa Solange Magali, atendente do disque-pizza onde Robério é motoboy. Deu briga feia. De pirraça, Robério pendurou a camisa suja de molho de tomate na cabeça do Raj de papelão. Acabou dormindo na sala, claro. E o Raj de papelão ficou lá no quarto, impassível, apoiado na mesinha da máquina de costura.

Tudo o que sabemos sobre:
Patrícia VillalbaRajRobério

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.