Comedy Central/Divulgação
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Rafael Cortez aprende a dirigir carros em série

Programa do canal Comedy Central acompanha dia a dia do apresentador em autoescola

João Fernando, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2015 | 16h00

 Em vez de tratar questões pessoais no divã, Rafael Cortez decidiu dividir com o público. Sem nunca ter concluído o périplo para tirar sua carteira de motorista, o humorista, de 38 anos, resolveu retomar o processo e mostrá-lo no Dirige, Rafa!, previsto para estrear no canal Comedy Central, em abril. 

Produzido pela Fulano Filmes, o programa não será um mero registro documental. Apesar de ser uma história real e sem atores, Cortez adicionará seu toque cômico com cenas roteirizadas por Cristiane Wersom. “Em muitas situações, vou dar uma leve adaptação. Ninguém fica dizendo não. As pessoas não burlam meu humor. Quando me dobram, têm razão”, reconhece.



O apresentador, que este ano estará na bancada do CQC, na Band, tem frequentado aulas de verdade. Ele, porém, volta à autoescola para gravar o programa. Lá, tudo é real, desde o instrutor até os alunos, que aceitaram participar sem ganhar cachê. “Estamos mostrando quase em tempo real. Não combino nada com a equipe. O diretor passa as informações e gravo.” 

Nas cenas que o Estado acompanhou, na última quinta, em um centro de formação de condutores na zona norte de São Paulo, não houve passagem de texto. Paulo Sérgio de Paula, que dá aulas aos futuros motoristas, garante não ter tido treinamento para atuar diante das câmeras. “São 14 anos falando a mesma coisa. Minha aula é um pouco mais movimentada que isso”, explica o instrutor.

Rafael Cortez lembra ter passado por apuros por não ter carro nem carteira. “Passo perrengue até hoje. Já fui ao motel de táxi. Quando saí do carro, o motorista falou: ‘Manda bala, CQC’. É horrível. Outro dia, cortei o dedo e estava saindo muito sangue. Não tinha táxi para me levar ao hospital”, relata. O humorista também passou por situações complicadas no carro. “Quando tinha 12 anos, estava no sítio da família e bati o carro do meu tio. Até hoje, dizem que eu confundi os pedais”, alega. O caso será relembrado na atração. “Reconstitui o trauma de infância. Mas foi comigo adulto mesmo. Esse tio da história gravou”, adianta. 

Segundo o humorista, os planos de se tornar um motorista estavam distantes. “Minha família está descrente em relação à carteira. E com os outros planos também, como casar”, debocha. “Tudo começou com um complô dos meus amigos, que não são atores e vão aparecer. No início, pareço estar conformado, pois tenho quatro motoristas à disposição. Eu pagava uns almoços para eles.”

Ele conta que, na época em que completou 18 anos, não tinha condições de comprar um carro. “A primeira coisa foi desestímulo financeiro. Naquela época, estava era muito caro. Ninguém da minha família tinha mais carro. E, quando comecei a ganhar dinheiro, não tinha mais tempo para autoescola.”

Nem todas as etapas serão exibidas. “Por causa da legislação, não podemos mostrar situações como o exame psicotécnico, por exemplo”, detalha Cortez, que afirma ter sido aprovado de primeira no teste. “Tenho vontade de rir o tempo inteiro, não levo nada a sério na vida. Sou espontaneamente bobo”, diz. Por enquanto, ele ainda não fez a prova teórica nem as aulas práticas. “Se vou tirar a carteira será uma incógnita.”

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