Quero ser amiga de Victory Ford!

Vou correr o risco de ser rotulada de fútil simplesmente por defender Lipstick Jungle, assim como já fiz com Sex and the City, mas não importa. Afinal, fico bastante irritada quando usam o adjetivo "fútil" - e nada mais - para descrever essas séries. Tá, o piloto de Lipstick é absurdo, sim. A vida profissional daquelas mulheres é um sonho, elas têm roupas incríveis e são ricas como nunca serei em minha vida - e não estou sendo pessimista. E daí? Elas são fúteis só porque se vestem bem e tomam champanhe no almoço em vez de discutir Nietzsche? Não sei quem inventou que relacionamento é futilidade e vamos admitir, por mais que Lipstick seja conto de fadas, as discussões são reais. Wendy tem de lidar com a crise do marido, que se sente inferiorizado por não ganhar tão bem e por ter de realizar tarefas que a sociedade costuma ligar às mães. Nico, coitada, vive um casamento sem paixão e sem sexo. Mesmo assim, ao trair o marido pela primeira vez, chora de culpa e de tristeza pelo fracasso do matrimônio. E quem pode condenar a depressão de uma pessoa cujo trabalho é criticado publicamente? Victory é fofa! A cena em que a estilista decide erguer a cabeça e seguir adiante é ótima! Com figurino impecável e botas de salto alto e cano longo de matar, Victory caminha firme pelas ruas de Nova York ao som de These Boots Are Made For Walking, de Nancy Sinatra. Luxo! Fora que seria incrível ser amiga de Victory e ganhar uns toques sobre moda, sobre as melhores cores para meu tom de pele... A estilista já entrou na minha lista de amigas dos sonhos, junto com Betty, a feia americana. Seria ótimo se Victory pudesse dar uns toques de moda para Betty, não?

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