Queridinha da titia vai a NY

De passagem marcada, sobrinha de Malu Mader substitui Didi Wagner no Multishow

Alline Dauroiz, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 22h31

. Acostumada a comparações com a famosa tia Malu, a carioca Érika Mader, de 23 anos, terá de enfrentar novas associações. A partir de quinta-feira, quando embarca para Nova York, ela herda de Didi Wagner o Lugar (In)Comum, guia do Multishow dos cantos mais esdrúxulos da cidade, comandado por dois anos e meio pela ex-VJ. Prestes a dar à luz a terceira filha, Didi volta ao Brasil, onde, queridinha do canal, tem promessa de nova atração tão logo acabe sua licença.Apesar do sobrenome ilustre, Érika ainda é pouco conhecida do público de TV - mesmo tendo passagens por Mandrake (HBO, 2005), e com Suzaninha, em Paraíso Tropical (2007), na Globo.Ao Estado, a atriz estudante do 3º ano de História, fala das expectativas de mudar para Nova York e comandar um programa que estreia em 1º de abril.Como você foi parar no Multishow?Não sei como surgiu o interesse deles por mim. No fim de novembro, o diretor artístico (Christian Machado) entrou em contato. Fiz dois testes, entrevistas em inglês e eles gostaram.Você assistia ao programa?Sim, de verdade. Até falei para eles que o Multishow é um dos meus canais preferidos. Eu sou o público, consigo entender a mensagem que querem passar aos jovens. Como vai dar seu toque pessoal a um programa que tem a cara de outra apresentadora?Esse é um programa do apresentador. Foi criado para a Didi que, com a equipe de produção, opinava nas pautas. Uma nova apresentadora, por si só, já é uma grande mudança. Vai acontecer de forma orgânica.Já morou fora?Não. Já passei férias longas. Aos 15, fiquei um mês e meio em Londres. Viajo muito mais pelo Brasil. Mas conheci França, Portugal, Espanha, Itália, Tailândia, Argentina e Estados Unidos.E conhecia Nova York?Sim, mas só roteiro turístico.Nessas viagens, qual lugar incomum encontrou?Lembro de um lugar no Farol de Santa Marta, em Santa Catarina. Era cheio de areia e, dependendo dos ventos, as pessoas tinham de se mudar para não ficarem soterradas. Era bem na época da minissérie A Casa das Sete Mulheres, e lá tinha a "casa dos sete homens", que eram mais velhos e viviam todos juntos. Fiquei curiosa pra saber como era a vida ali.Sente medo nessa mudança?Admito que sou um pouco provinciana, interiorana. Sempre morei em bairro residencial pequeno (Gávea, no Rio). Aqui tenho muitos amigos, sou muito apegada à família. Estava com medo de ir para uma cidade megaurbana e levar um choque. Mas tenho ouvido só conselhos bacanas.O que te dizem?Que Nova York é uma cidade tão democrática que não tem como você não encontrar um canto seu. O que fazia antes do convite?Lancei meu primeiro curta-metragem (Se Não Fosse o Onofre) no fim do ano, no Festival do Rio. Nele, dirigi e atuei. E estava abrindo uma produtora de cinema, com meu namorado (o músico Pedro Carneiro).Vai aproveitar a viagem para estudar cinema?Vou. Já procurei um curso de extensão. E, de lá, vou começar a produzir, com a ajuda do meu namorado e de umas amigas, uma série de TV chamada Novos Bárbaros. É uma ficção inspirada em referências musicais, que tentaremos vender para alguma emissora.E a carreira de atriz?Este ano, vou privilegiar o programa. Não vou fazer mais do que eu consigo, mas não vou abandonar não.Você e sua tia (Malu Mader) trocam muita figurinha sobre profissão?Ah! A gente conversa sobre tudo, mas sobre profissão, ela deixa a coisa correr do meu jeito.O que ela disse quando soube do convite?A Malu é superfã da Didi e ficou feliz. Ela adora a cidade e está animada para me dar umas visitadas (risos).Ter sobrenome famoso abre portas ou gera cobranças?Ah! Não sei... Pode ter vezes que abra, outras, que feche. Não penso muito nisso. Nunca senti cobrança.Mas acha que a semelhança física entre vocês te ajudou?Sou muito mais parecida com a família do meu pai, do que com a da minha mãe, que é a da Malu. Acho que só quando as pessoas sabem que sou sobrinha dela, começam a buscar alguma semelhança. Se bem que acho ela linda... Mas acho que não ajudou não.

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