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'Queria sair da zona de conforto'

Eden Sher fala sobre causas humanitárias e defende Sue Heck, sua personagem na série 'The Middle'

Alline Dauroiz, O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2011 | 09h00

Na estranha família de The Middle - série que estreia sua 2.ª temporada na Warner dia 7 de fevereiro, às 21h30 -, Sue, a filha do meio, é, provavelmente, a coisa mais patética (e não menos hilária) da trama. A cada episódio, seu excesso de empolgação e o jeito meio abobalhado a levam a situações tão constrangedoras que é difícil não sentir vergonha alheia. Eden Sher, sua intérprete, porém, parece ser seu oposto. Aos 19 anos, a adolescente bem articulada é envolvida desde os 15 com causas humanitárias, viajou à Nicarágua com projeto da ONU de ajuda a agricultores na construção de sistema de irrigação e diz que não fez isso pela fama. Ao Estado, a atriz fala dessa experiência e defende sua personagem.

Como foi parar na Nicarágua?

Fiz isso bem antes de me chamarem para a série e, quando aconteceu, não pensava que falaria sobre isso nas minhas entrevistas futuras. No meu primeiro ano do Ensino Médio, uma amiga me falou sobre o programa El Campo Internacional, da ONU, em que você podia ir à Nicarágua ajudar na agricultura sustentável e fazer projetos diferentes a cada ano. Só fiz isso porque odeio ficar sentada nas minhas férias. Queria sair da zona de conforto. Não queria ficar com os mesmos amigos. E a experiência abriu meus olhos. Não imaginava o que era não tomar banho quente todos os dias. E fiquei muito à vontade lá, amei a minha família (nicaraguense). Quando voltei, pensei: ‘Tenho de fazer isso de novo.’ E voltei lá no verão seguinte.

Conhece alguém como a Sue, alguém que passe por tanta situação constrangedora?

Para o piloto, me lembrei dos meus 10, 11 anos. E conforme a temporada avançou, meu irmão mais novo virou referência. Ele tem 14 anos, assim como a Sue. E cada vez mais, mesmo com as situações humilhantes pelas quais ela passa, vejo o quanto ela é inteligente e esperta. Ela vê o melhor das pessoas e não se preocupa com as coisas negativas. Só que ela é muito ingênua.

Ela sempre procura explicar as frustrações a si mesma. Isso chega a ser um aprendizado?

Totalmente. E ela realmente fica feliz muito rápido, mesmo se está triste por algo. No começo, pensava: ‘Como vou justificar para mim mesma que me recuperei tão rápido?’ E percebi que não há justificativa. Isso não importa, pois ela muda de um segundo para o outro. ‘Ah, você esqueceu meu aniversário? Mas espera, estamos indo para Chicago? Oba! Estamos indo pra Chicago!’ Ela nunca analisa nada. Ela é feliz.

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