Quem será a próxima top?

Na reta final do Brazil's Next Top Model, o 'TV & Lazer' reuniu mentores e alunas para um papo

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2007 | 00h53

"Sou brincalhona", defende-se a top Fernanda Motta, preocupada com o rótulo de séria que a edição do Brazil's Next Top Model (Sony, quartas, 21h) lhe conferiu. "Parece que eu não elogiava as meninas, mas as elogiava sim! O programa é curto e não dá para pôrr tudo no ar."Com o fim das filmagens do reality show, reunir a trupe não foi fácil. Mesmo assim, o TV & Lazer convocou a top, o diretor de cena Carlos Pazetto e as eliminadas Karin e Lana para um papo. O encontro durou duas horas. Assim como a atração, a conversa foi editada, mas não se preocupe, Fernanda, aqui deixo claro: leitores, ela não é brava! "Dava muitas dicas para as meninas", fala Fernanda. "Ela sinalizava o que sentia, por exemplo, a boca da Bertola", lembra Pazetto, referindo-se à mania de Ana Paula Bertola fazer bico para fotografar. "A gente fazia de tudo para segurar as meninas."Esse carinho pelas candidatas rendeu tremedeiras. Na estréia, Pazetto tremia sua boca de nervoso ao cortar sete meninas. As pernas de Fernanda tremiam sob a mesa ao encarar as 13 candidatas. E os dois se acabavam de chorar a cada eliminação. "Tem que ser humano, por isso fomos escolhidos. Ninguém aqui faz carão", fala Pazetto. "No dia do barraco do ensaio do fetiche (em que Lívia e Érycka discutiram), saiu raio dos olhos da Fernanda", lembra Pazetto, sobre o comportamento de Lívia. "Já Karin é amiga e isso me fez chorar quando ela foi embora", completa. "Mas havia meninas que sentiam que outras não estavam bem, e iam cutucar", fala a top. Seria Érycka? Administrar as garotas era difícil. "Eu tinha de pegar uma menina crua e entregá-la com evolução", conta Pazetto, lembrando seus conselhos para Lívia: "Isso não é postura de modelo; você não pode ir a uma eliminação de tênis." Mas ela não ouvia. "E sempre voltava igual!", comenta Fernanda. "Quando falei isso, ela quase morreu!" Outra candidata que levou bronca foi Mari Richardt. "Ela era incrivelmente besta", diz Pazetto. "Ela acabava de fotografar e olhava com cara de que só deu ela, mas ficou mais humilde." "As garotas não entendiam o que a gente falava, mas a pressão é grande, é TV, é competição", diz Fernanda. E as mais equilibradas emocionalmente - Lívia é exceção - sobreviveram. A dupla está feliz de falar sobre a experiência na TV. "A gente está batendo papo aqui, né? É a primeira vez que falamos tão abertamente, até porque a gente nem podia falar tanto", diz Fernanda.   Carlos Pazeto, diretor de cena:Estréia: "O primeiro dia foi uma catarse. Me sentia despreparado, fui colocado na frente das meninas em pânico e a coisa mais interessante que consegui falar foi 'aqui, óculos, só eu'. Naquela noite, chorei de soluçar. Sou assim, afetivo, preocupado, delicado com as modelos."Ensaio difícil: "No ensaio do 'fetiche', minha vontade era eliminar a Lívia. Ela gerou confusão na frente do fotógrafo, do maquiador... O clima entre as meninas ficou ruim."Ensaio bacana: "O ensaio dos 'sete pecados' foi muito legal porque estavam todas concentradas. Teve um outro também, mas que você ainda não viu."Candidatas: "Acho que algumas ficaram demais, não vou falar nomes, mas ficaram porque foi analisada a evolução, mas eu sabia que não iria adiantar."   Karin, eliminada:Sobre ser chamada de feia por Erika Palomino: "Fiquei brava com a Palomino quando assisti ao programa. Na verdade, minha mãe ficou mais assustada do que eu. Pô, feia não, né? Podia ser um pouco mais delicada! Podia falar o que tem que falar, mas com jeitinho."Não mereceu a eliminação: "Fiquei com o coração partido pela Andréa. Entre ela e a Lívia..."   Lana, eliminada:Pressão: "Você está trancada numa casa, com saudades de tudo e há toda uma vida que você mudou, além de todas as pressões emocionais dentro da casa. E ainda tem a competição..." Nesse momento da conversa, Pazetto interrompe e diz: "Nossa, você melhorou! Está falando direitinho! Funcionou, gata!" E Lana responde: "Ai, que bom! Estou treinando bastante."   Fernanda Motta, apresentadora:Eliminação: "Eliminar é difícil. Sou humana e, por mais que tentasse não deixar transparecer, é um momento muito tenso. E me emociono porque falo com carinho com as meninas. Quantas vezes não saí chorando? "Vida de modelo: "O que você pede no programa é a evolução e elas têm uma chance na semana. A modelo cresce com a prática e isso leva anos. Hoje em dia não adianta mais ser só bonita porque tem muita mulher bonita - ainda mais aqui no Brasil. Você tem que ser especial." Comparação com Tyra Banks: "Há frases que tenho de falar e pode ser repetitivo. É o mesmo que pedir para o Justus não dizer 'você está demitido'. Acho que depois do quinto programa, comecei a achar o tom. O America's Next Top Model é um dos maiores sucessos nos EUA. Eles estão na nona edição e a gente está na primeira. A comparação é cruel."

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