Ju Coutinho
Ju Coutinho

'Que História É Essa, Porchat?': Relatos deixarão todos de 'queixo caído', promete apresentador

Xuxa, Manu Gavassi e Padre Fábio de Melo são os convidados do primeiro episódio do programa comandado por Fábio Porchat, que estreia nesta terça, no GNT

Entrevista com

Fábio Porchat

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2021 | 20h00

Depois de levar um susto acreditando estar com a covid-19, o que o levaria a adiar a estreia da nova temporada de seu programa, Fábio Porchat recebeu a grata notícia de que seus testes deram negativo para a doença. Pensar que podia ter sido contaminado pelo vírus não foi nada agradável, deixando o apresentador com uma “sensação muito ruim”. Foi nesse período que ele soube também que já tinha a presença de anticorpos. “Eu sou IgG positivo, então seria mesmo muito difícil que eu tivesse a doença”, afirmou o apresentador. Agora um pouco mais tranquilo, o apresentador comemora a aguardada estreia da nova temporada de Que História É Essa, Porchat? nesta terça, 23, às 22h30, no GNT.

Com a promessa de momentos divertidos proporcionados pelas histórias inusitadas, o humorista contará, neste primeiro programa do ano, com três convidados especiais. No centro do palco, Porchat recebe a apresentadora Xuxa Meneghel, a cantora Manu Gavassi e o padre Fábio de Melo. Após uma temporada que, não teve jeito, precisou ser no formato virtual, os novos episódios da atração chegam com o apresentador e os convidados dividindo o espaço de gravação, seguindo todos os protocolos de segurança, mas sem plateia. 

Os convidados da terceira temporada têm muitas histórias para contar, mas selecionaram as que mais gostam ou que mais mexeram com eles. Manu Gavassi, por exemplo, relata a sua peripécia ao entrar como penetra em uma festa junto com alguns amigos. E a dona do evento era ninguém menos que Miley Cyrus. Não deu outra, foram expulsos pelos seguranças e ela não teve a chance de fazer uma foto com a cantora norte-americana. Manu conta que, depois disso, foi embora e acordou no dia seguinte sozinha. Mas, ao pegar o celular e entrar no Instagram, logo descobriu que seus amigos não só ficaram na festa, como viram o sol nascer com a equipe de Miley. “Estavam abraçados com os amigos da Miley e tinham vídeos no banheiro com a Miley”, conta Manu.

O outro convidado, que diverte fiéis e fãs nas redes sociais com suas preces, frases positivas ou as divertidas aparições, padre Fábio de Melo é uma figura sempre presente nos mais diversos programas. Em seu relato neste episódio, ele confessa que passou por uma embaraçosa experiência pessoal, que o deixou encabulado. O fato ocorreu quando o padre passou mal em uma loja e precisou ir ao banheiro. Começando a suar frio, ele diz que ouvia as pessoas do lado de fora se aproximando da porta, pois alguém já sabia que não tinha água, “mas ninguém falou nada quando eu pedi para usar”, disse o padre. 

Por seu lado, Xuxa vai deixar todos aflitos ao contar uma história que a assustou muito. Tudo aconteceu em um hotel em que ela estava hospedada e as pessoas, ao descobrirem que era ela que estava lá, tentaram invadir o seu quarto. Nesse momento, ela revela que ouviu absurdos que a deixaram em choque. Segundo seu relato, as pessoas falavam que iam cortar um pedaço do “cabelinho dela” ou que queriam levantar sua roupa. “Eu imaginava que tivesse umas duas ou três pessoas ali, cada uma imaginando o que iria fazer. E cada vez mais eu ficava cheia de medo!”, lembra a apresentadora. 

Feliz por estar de volta com seu programa, o humorista e apresentador Fábio Porchat respondeu a algumas perguntas do Estadão. Além de falar da experiência da quase covid, conta como será a nova temporada e o que esperar das histórias que serão contadas. 

O formato será o mesmo de antes da pandemia? Terá plateia? Como fizeram para gravar, fizeram teste para covid?

Será um novo formato, sem plateia. Nos estúdios, além da equipe reduzida, estão apenas eu, os três famosos e o convidado anônimo. O cenário mudou também para respeitar o distanciamento social. Eu sou testado antes de gravar, assim como os convidados, e todos nós ficamos de máscara até o momento de gravar. Seguimos o rigoroso protocolo dos Estúdios Globo.

Para dar início à nova temporada fez um balanço da anterior? Gosta de sua atuação no comando da atração?

Eu adoro o programa. Adoro fazer o programa. Fico muito feliz e me sinto muito à vontade fazendo. É muito gostoso. É uma coisa que eu gosto, que eu sei fazer e acho que no ar ele fica leve, fica divertido. E é exatamente isso que as pessoas estão precisando neste momento, né, de um programa para desestressar um pouco, para a gente esquecer um pouco das histórias barra-pesada que a gente tem visto por aí. A gente também precisa apagar um pouquinho, de vez em quando, para poder deixar a cabeça mais leve. Então é um pouco isso que o programa faz. Acho que, desde o início, acabou sendo isso que fez o sucesso dele.

Como surgiram os nomes que estarão na estreia, você que escolheu? Foi complicado coordenar a agenda de cada um deles? 

Os nomes dos convidados são sempre escolhidos junto com a produção. O GNT, eu e Paula Miller, que é roteirista junto comigo, os redatores finais. Todo mundo sugere, vai atrás. A partir daí, tem que ver a questão das agendas, e é sempre complicado. Gosto bastante dos nomes da estreia e fui atrás: Xuxa, padre Fábio de Melo e Manu Gavassi. A Manu, por exemplo, ia participar da última temporada e acabou não rolando. Enfim, a ideia é sempre formar trios fortes e diferentes para não ter panelinhas.

As histórias dos convidados vão surpreender o público?

A ideia é que as histórias sejam sempre inéditas e surpreendam o público de alguma forma. E, até agora, dos quatro programas que já gravamos, todos têm histórias bastante curiosas, bastante diferentes. Só o programa da estreia vai fazer com que todo mundo fique de queixo caído com as histórias que eles vão ouvir. 

Quando acerta com o convidado, você já quer saber qual será a história ou só vai saber no momento da gravação?

Eu sempre sei as histórias de todo mundo, ouço as histórias de todos os convidados. Eles mandam algumas opções por áudio e eu escolho junto com a Paula Miller as que a gente acha que se encaixam melhor no programa. Então, a função ali é ser um facilitador. Então, eu sei por onde a pessoa vai, por onde ela está caminhando, justamente para fazer com que o convidado conte da melhor forma possível.

Dos episódios passados, alguma história ainda está em sua cabeça? Qual foi a mais incrível que o fez questionar a pessoa de tão inacreditável? 

Dos episódios passados, muitas histórias. A do Kiko Mascarenhas, da Fernanda Torres, da Regina Casé são histórias que marcaram muito. As pessoas riram muito e até hoje falam comigo sobre elas.

Qual foi a sensação de fazer o programa de forma digital, sozinho no estúdio? Foi difícil? Afinal, ter o contato com os convidados e o público cria um ambiente diferente, não?

Fazer o programa no passado foi muito diferente. Não estar junto com as pessoas, estar sozinho, é muito ruim. E ainda teve a dificuldade tecnológica. Digo que, nesse sentido, foi praticamente um MBA. O resultado, no fim, foi ótimo, mas eu tive de me esforçar muito. Achei que o programa ficou muito legal e a essência das histórias estava ali. Mas o formato foi feito para ter gente ao vivo ali comigo, né, então foi uma experiência muito muito forte, mas no fim das contas fiquei feliz.

Como foi pensar que estaria com covid? O que passa pela cabeça nesse momento, já pensa no sofrimento ou conseguiu se manter controlado? 

É muito ruim achar que está com covid. Não só pelo óbvio motivo de estar doente, mas você se sente meio que um Chernobyl em potencial. Você fica pensando ‘para quem será que eu posso ter passado? Será que ontem, quando eu fui na padaria, eu passei para alguém?’. E como eu estava, supostamente, assintomático, todo dia eu acordava pensando ‘será que hoje vai começar algum sintoma?’ e não era nada. Aí no outro dia, a mesma coisa. Então é isso, eu não estava sentindo nada, ninguém à minha volta tinha nada e aí quando eu fui fazendo os outros exames – todos dando negativo, negativo, negativo –, vi que realmente eu não estava com covid. Eu sou IgG positivo já, então era muito difícil que eu tivesse mesmo, mas é uma sensação muito ruim. 

 

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