Que falta faz um tapete vermelho!

Escrever uma coluna sobre o Globo de Ouro sem comentários sobre o tapete vermelho e os figurinos das celebridades é bem sem graça. A cobertura do E! sempre rende boas risadas... Fora que seria incrível ver David Duchovny subir ao palco para receber seu prêmio de melhor ator em série cômica por Californication. Aliás, esse prêmio foi merecidíssimo, assim como o de melhor atriz em série dramática para Glenn Close por Damages- apesar de eu amar a Patricia Arquette (Medium). Já a premiação de Tina Fey como melhor atriz em série cômica me deixou passada! Continuo achando a moça sem graça... O que me deixou intrigada neste Globo de Ouro foi Mad Men, que ganhou dois prêmios - melhor série dramática e melhor ator para Jon Hamm. Como não conhecia a série, fui atrás de episódios. E a busca não decepcionou! A série, que mostra o dia-a-dia de uma agência de publicidade nos anos 1960, é boa. O mais bacana do Globo de Ouro foi ver atrações da TV paga americana ganhando ainda mais destaque. HBO, FX, TNT, Showtime e AMC receberam juntas mais indicações que as redes abertas. E o mérito é da HBO, que lançou padrões de qualidade e de ousadia pouco vistos em TVs abertas. Sei que esse é um papo sério, mas vale a citação. Só espero que, no ano que vem, o Globo de Ouro tenha festa, vestidos horríveis e rostos botocados para a diversão do público que, como eu, não dispensa um tapete vermelho! Tá, para não falarem que sou má, também adoro ver artistas glamourosos e fofos, como Katherine Heigl, a Izzie de Grey's Anatomy, arrasarem na festa!

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2008 | 00h05

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