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Quarta temporada de 'Silicon Valley' estreia neste domingo na HBO

Episódios mostram tentativa de criar uma nova internet para o mundo

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

22 Abril 2017 | 16h00

LOS ANGELES - Richard (Thomas Middleditch), o protagonista de Silicon Valley, comédia sobre as empresas de tecnologia do Vale do Silício, já passou por poucas e boas: criou uma empresa revolucionária e teve de aguentar maus administradores que queriam transformá-la em algo banal. Mas não mais. Na quarta temporada da série criada por Mike Judge, John Altschuler e Dave Krinsky, que estreia neste domingo, às 23h, na HBO, o personagem coloca para fora sua vontade de inventar algo inovador e ambicioso, mais precisamente uma “nova internet”. “Ele passa por uma grande mudança”, disse Middleditch em entrevista ao Estado, em Los Angeles. “Richard foi colocado contra a parede, pensou em várias ideias, e essa é a maior e mais brilhante de todas, não acho que dá para ficar maior do que nova internet. Acredito que boa parte da narrativa nesta e nas próximas temporadas deve ficar em torno disso. O chat em vídeo que eles estavam fazendo é bobagem perto da nova internet.” Isso faz com que o grupo se separe um pouco, e Middleditch não quis revelar se voltam a se reunir.

Em se tratando de Silicon Valley, o caminho de Richard não vai ser livre e coroado de sucessos - e é assim que Middleditch gosta. “Para mim, a comédia é mais engraçada no fracasso e com uma pitada de tristeza. A série é bem isso, todo o mundo se dando mal. Tem muito pouco de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Eles fracassam muito, então qualquer pequena vitória é um momento catártico. Não sou muito fã desse modelo de YouTube, onde tudo é positivo, as celebridades são todas felizes. Para mim, isso não tem graça. Para mim esse mundo do YouTube são aqueles primeiros minutos de Robocop, em que você percebe estar num futuro distópico.”

Silicon Valley ficou conhecida por mostrar situações bem reais do só aparentemente maravilhoso mundo da tecnologia. “Muita gente que trabalha no Vale do Silício vem me dizer que ama, que já passou por determinada situação. Mas tem gente que também não consegue, porque é muito doloroso. Para mim, isso é um elogio, significa que estamos fazendo certo. A produção e os roteiristas tomam muito cuidado para fazer certo - até as equações nos quadros são corretas.” A série também toca, de leve, nas dificuldades enfrentadas pelas mulheres nesse universo.

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