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Quarta temporada de 'Downton Abbey' mostra família Crawley mais aberta a mudanças

Relacionamento interracial e mulheres mais ativas darão o tom

Pedro Caiado - Especial para o Estado, Londres

30 de março de 2014 | 20h09

 Em vez de lutar contra os novos hábitos e mudanças da sociedade, a aristocrática família Crawley resolveu incorpora-los. Na quarta temporada de Downton Abbey, prevista para estrear no dia 10 de abril, no GNT – mais de seis meses após a exibição na TV britânica, os personagens começam a se render lentamente às novidades do ano de 1922, em que trama se passa. 

Além de penteados e figurinos que remetem àquela década, o papel das mulheres , a chegada e eletrodomésticos e mudança de comportamento da diferença de classes em relação à situação econômica dão o tom da temporada. A quarta etapa de Downton Abbey teve mais sucesso que as anteriores na Europa e nos Estados Unidos, onde foi assistida por uma média de 13 milhões de pessoas. 

A nova fase começará seis meses após a morte trágica de Matthew Crawley (Dan Stevens), mostrando Lady Mary (Michelle Dockery), viúva, se recuperando da morte abrupta de seu amado, que deu um toque novelesco à trama. Entretanto, novos interesses amorosos serão apresentados a Lady Mary: Lord Gillingham (Tom Cullen), um antigo amigo da família, e Charles Blake (Julian Ovenden), um aristocrata vão mexer com os sentimentos da moça. 

Lady Edith terá mais espaço como uma mulher moderna e sua história será menos dependente da irmã mais velha. Haverá também um relacionamento interracial – um choque para a década 1920 – e uma aproximação mais íntima entre Mr. Carson (Jim Carter) e a Mrs. Hughes (Phyllis Logan). Espere também uma resolução para o quadrado amoroso Daisy-Alfred e Ivy-Jimmy, respectivamente interpretados por Sophie McShera, Matt Milne, Cara Theobald e Ed Speleers, na ala dos serventes. Outras maldades e manipulações do complexo personagem Thomas Barrow (Rob James-Collier) estão por vir, especialmente após ele conhecer a nova empregada Miss Baxter (Raquel Cassidy). 

Entre os novos personagens, também estão Jack Ross (Gary Carr), um cantor de Jazz americano, e o primeiro negro da série, e o ator norte-americano Paul Giammatti (de Sideways) como um playboy americano, irmão de Lady Cora (Elizabeth McGovern), que aparecerá no especial no fim dessa temporada. Vale mencionar que a veterana Maggie Smith e sua personagem Condessa Dowager continua a joia de Downton. 

Apesar da ausência de personagens que marcaram o seriado até agora, como Lady Sybil (Jessica Findlay), Matthew Crawley – o ator Dan Stevens decidiu deixar o seriado, e da servente Sarah O’Brien (a atriz Siobhan Finneran), que sai de casa no primeiro episódio, Downton provou-se mais popular que nunca. A quinta temporada já foi anunciada para este ano. “Eu não sei se haverá a sexta, pois Downton não continuará para sempre com certeza”, disse o criador Julian Fellowes em entrevista recente.

Parte dos atores têm tido sucesso fora da série, como Michelle Dockery, que estrelou o filme de ação Sem Escalas ao lado de Liam Neeson este ano, e Jessica Brown Findlay (Lady Sybil) que fez par romântico de Colin Farrell no recente Um Conto do Destino.

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ENTREVISTA: Hugh Bonneville, o Lorde Grantham

O seu personagem é quem dá a cara para esta série. Você se acha um pouco parecido com o Lord Grantham?

Não, não. Acho que não temos muito em comum. Eu me acho mais inteligente que ele. Eu gosto dele, mas acho que não teríamos muito o que conversar na vida real. Eu o acho um homem decente, mas ele fez más decisões na última temporada

Você aprecia algum elemento da formalidade da época?

Eu acho engraçado o fato de que as mulheres tinham de deixar a mesa após o jantar, deixando os homens para fumar e contar piadas entre eles. Você não faria algo assim hoje em dia. E eu adoro o fato de que os empregados não batem na porta antes de entrar, eles entram e falam quando tem uma oportunidade.

Ao gravar, você pede opiniões ao criador da série?

Sim, sempre nos falamos ao telefone. Ele é muito acessível Geralmente, eu ligo para perguntar sobre as pronúncias. Mas eu me sinto muito seguro nas mãos dele. Ele conhece esses personagens muito melhor que nós. 

O que você acha do atraso da estreia da nova temporada em outros países? 

Hoje em dia, as pessoas querem assistir a filmes e séries no mesmo tempo do lançamento original, e faz sentido que as janelas de lançamento sejam cada vez menores. Mas, por conta da internet, está cada vez mais difícil evitar que as pessoas revelem detalhes para quem ainda não assistiu. Entretanto, acreditamos que o mais importante é que as pessoas assistam à série em alta definição na televisão, da maneira que nós fizemos originalmente.

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Joanne Froggatt, a Anna Bates

Em uma das gravações, você e a atriz Michelle Dockery não conseguiam parar de rir? O que estava acontecendo?

É verdade. Eu e a Michelle tivemos uma crise de riso em um dos últimos dias de gravação desta temporada. Já era tarde, estávamos super cansadas e não conseguíamos passar de um diálogo sem chorar de rir. Mas nos sentimos culpadas, pois havia tantas cenas para gravar. Não temos muito tempo. É um processo muito rápido de gravações.

O figurino é essencial em Downton Abbey. Você gosta de vestir aquelas roupas com muitas camadas?

Eu adoro. Para o ator ajuda muito, pois fica mais fácil entrar no personagem. Assim que eu me visto, eu me sinto como a Anna. Mas eu gosto mais das roupas das meninas do segundo andar.

A série é de época. Vocês fazem muitas pesquisas sobre aquela década?

Quando começamos, nosso assessor histórico explicou sobre a rotina e todo aquele período, e eu também assisti a muitos documentários e vi novamente o filme Assassinato em Gosford Park (escrito pelo autor de Downton) e um livro chamado Keeping that Place, que me ajudou muito, pois traz diários com cartas dos empregados daquela época.

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