Quando o racismo domina a alma

Em 'A Outra História Americana', o ótimo Edward Norton vive um homem violento

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2008 | 23h20

A origem da violência sempre fascinou o cinema, especialmente aquela que brota em locais inesperados. O diretor Tony Kaye escolheu um desses casos, em A Outra História (Playarte). Aqui, ele quer provar que uma pessoa não nasce racista - torna-se racista por uma série de motivos e circunstâncias. Entre elas, os meios familiar e social.   Fiel seguidor da filosofia nazista que prega a existência de uma raça pura, Derek Vinyard (Edward Norton) se une a uma gangue de cabeças raspadas e mata dois homens negros. Preso, acaba confinado em uma prisão, onde, em meio a condenados realmente violentos, descobre que vinha agindo errado. Libertado, descobre que o irmão mais novo o considera um herói, acreditando no mesmo racismo que arruinou sua vida.   A força do filme está principalmente na interpretação de Norton, confiável na pele do homem movido unicamente pelo ódio que, ao descobrir um novo caminho, se redime, além de tentar salvar o irmão. Uma análise sociológica pode apontar diversos problemas no filme, mas não é essa a intenção - ainda que raso em alguns aspectos, A Outra História tem o mérito de apresentar Norton em sua melhor interpretação.

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