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Protagonista fala da abrangência de ‘ZeroZeroZero’: ‘Essa série é falada em sete línguas’

DeHaan, que já foi o vilão em 'O Espetacular Homem-Aranha 2', interpreta Chris Lynwood, que passa a auxiliar os negócios de tráfico da família apesar de sofrer de uma doença genética degenerativa

Entrevista com

Dane DeHaan

Paula Reverbel e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 07h00

Apesar de ser um grande fã da série Breaking Bad, o ator Dane DeHaan, enaltece a abrangência de ZeroZeroZero, da qual é protagonista.

“A nossa tem uma abrangência muito grande, tem um grande elenco internacional, filmamos em cinco países diferentes em três continentes”, explica. “Ela é falada em sete línguas… É uma coisa de uma escala muito grande e de uma abrangência enorme”, conclui.

DeHaan, que já foi o vilão em O Espetacular Homem-Aranha 2, interpreta Chris Lynwood, que passa a auxiliar os negócios de tráfico da família apesar de sofrer de uma doença genética degenerativa.


 

Você já fez filme de super herói e de fantasia. Como é trabalhar em uma série árida, sombria?

Eu me diverti muito. Acho que a série tem esse aspecto bem realista e bem sombrio, que é uma das coisas que atraiu para esse trabalho. Tivemos três diretores muito bons (Stefano Sollima, Janus Metz e Pablo Trapero) que nos levaram por uma jornada imprevisível. 

 

E como você se preparou para retratar um personagem com uma doença degenerativa? Pesquisou e frequentou grupos de apoio?

Sim. Meu personagem tem algo chamado doença de Huntington, que é uma doença degenerativa genética. Eu me informei sobre ela o máximo que eu pude, me encontrei com pessoas que sofrem dela, li sobre o assunto. Encontrei um documentário incrível chamado Huntington's Dance (A Dança de Huntington, em inglês). O filme não tem distribuidor, mas eu consegui localizar a pessoa que fez - o documentário acompanha a vida de um homem com a doença na fase em que ela começa a tomar conta de seu corpo. É algo muito forte, tanto do ponto de vista físico como mental. Tentei representar um portador dessa doença da forma mais realista possível. Mas uma coisa que gosto da série é que ela não é sobre um personagem com a doença - ela é só um dos obstáculos no caminho do personagem que tem que superar muitas outras coisas. 

 

O seu personagem é lançado no meio de toda a trama, contrariando os desejos do pai dele, certo?

Sim. Ele queria muito estar envolvido no negócio da família, mas o pai deixa-o de lado por conta da doença. O pai está preparando a irmã para tomar as rédeas do negócio. Mas o Chris eventualmente consegue o que quer e mais - viaja junto com um carregamento de cocaína e tem que superar uma intensa corrida de obstáculos para transportar essa mercadoria. 

 

Temos acompanhado muitas séries com a temática de tráfico de drogas, como 'Narcos', 'Fariña', 'El Chapo'… É fã do gênero?

Eu nunca assisti a essas séries, mas gosto muito de Breaking Bad

 

Vê semelhanças entre 'ZeroZeroZero' e 'Breaking Bad'?

Acredito que não, Breaking Bad é muito diferente da nossa série. A nossa tem uma abrangência muito grande, tem um grande elenco internacional, filmamos em cinco países diferentes em três continentes. Ela é falada em sete línguas… É uma coisa de uma escala muito grande e de uma abrangência enorme.

 

O diretor Stefano Sollima (criador da série) já fez outros trabalhos criticamente reconhecidos e relacionados à temática das drogas, como a série italiana 'Gomorra' e o filme 'Sicário'. Como foi trabalhar com ele?

A série contou com três diretores muito fortes. O Stefano dirigiu os primeiros dois episódios, Janus Metz esteve encarregados dos episódios 3,4 e 5, e Pablo Trapero ficou com os episódios 6, 7 e 8. Todos são incríveis. O Stefano era realmente quem já tinha intimidade com o tema e ele que estabeleceu como que seria a aparência e a sensação da série. Foi ótimo trabalhar com ele. O Janus é um excelente explorador e o Pablo é muito meticuloso para planejar as cenas e contar uma bela história visual. 

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