Promotores russos querem tirar 'South Park' da TV aberta

Promotores da Rússia querem proibir atransmissão do premiado seriado animado satírico dos EstadosUnidos "South Park", descrevendo-o como "extremista", depois dereceber queixas de telespectadores. Voltado ao público adulto, "South Park" gira em torno de umgrupo de crianças de 9 anos numa estação de esqui do Colorado eprovoca polêmica desde sua estréia, em 1997, tendo satirizadocelebridades, políticos, religião, casamento entre gays eSaddam Hussein. A porta-voz da promotoria regional de Basmanny, ValentinaTitova, disse que investigadores moveram uma ação depois dedecidir que um episódio da série transmitido pela emissora deTV moscovita 2x2 em janeiro "traz sinais de atividadeextremista". "South Park" já recebeu dois prêmios Emmy e era exibidoinicialmente na rede americana Comedy Central. A série édublada em russo e retransmitida por emissoras locais russas,entre elas a 2x2, que transmite séries animadas em Moscou e SãoPetesburgo. A União Russa de Cristãos de Fé Evangélica pediu aospromotores a proibição de "South Park" depois de 20especialistas, segundo disse, terem estudado o programa paraverificar seu efeito sobre o público televisivo infantil. O líder do grupo, Konstantin Bendas, disse: " 'South Park'é apenas um entre muitos desenhos que precisam ser tirados datelevisão aberta porque insulta os sentimentos dos crentesreligiosos e incita ao ódio religioso e nacional." "Nossa queixa é contra muitas séries, mas este é contra oepisódio 15 da terceira temporada de 'South Park"', disse ele. De acordo com o Web site de "South Park", o episódio emquestão é intitulado "Mr. Hankey's Christmas Classics", foi aoar pela primeira vez em dezembro de 1999 e traz seu elencocantando canções de Natal. "Uma coisa é se esses programas estão na TV a cabo; oespectador paga para vê-los e faz uma escolha consciente. Mascrianças pequenas não devem poder ligar a TV depois de voltarda escola e assistir a isto. É preciso defendê-las", disseBendas. Em 2006, a Rússia promulgou uma lei ampliando a definiçãode extremismo para abranger "o aviltamento da dignidadenacional" e "incitamento ao ódio religioso e nacional". Segundoseus defensores, a lei era necessária para frear uma onda deviolência contra minorias étnicas.

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