Divulgação
Divulgação

'Project Runway', enfim, no Brasil

Galisteu é a nossa Heidi Klum e Herchcovitch vira Tin Gunn em 'Projeto Fashion'

Alline Dauroiz,

10 de setembro de 2011 | 18h00

A versão americana do reality fashion Project Runway existe desde 2004 e, pelas contas de Adriane Galisteu, esse é mais ou menos o tempo que ela tenta emplacar o formato da Fremantle Media no Brasil - fato que só acontece agora, a partir do próximo sábado, às 22h45, quando a Band estreia Projeto Fashion. O reality, que quase foi apresentado por Ana Hickmann na Record, conta com Galisteu no comando, fazendo o papel que cabe à modelo alemã Heidi Klum no original.

 

"Nunca me conformei de o programa estar em 15 países, menos aqui, onde a moda é o segundo maior empregador depois da construção civil", disse a apresentadora, que chegou a falar da atração em 2004 a executivos da Record e pediu o formato para Silvio Santos, no SBT. "Assisto ao programa, sou casada com um estilista (Alexandre Iódice), vivo montando looks... Tem a ver comigo."

 

Feliz por estar empregada no posto que sonhou, Galisteu só não gostou do dia em que o programa vai ao ar. Pensado para as terças-feiras, a atração perdeu espaço para o programa Agora É Tarde, de Danilo Gentili. Assim, ela tratou de pedir, durante o lançamento da atração para a imprensa, uma reprise durante a semana. A direção da Band prometeu à loira que ainda vai arranjar espaço na grade.

 

Indicada sete vezes ao Emmy, a versão original já está em sua 9.ª temporada. Aqui, porém, o acordo com a Fremantle prevê 16 episódios. Uma segunda safra dependeria da aprovação da audiência o que, para o vice-presidente da Fremantle na América Latina, Carlos Gonzalez, corresponderia, ao menos, a 4 pontos no Ibope.

 

Além do desenho. Com dinâmica parecida com a do Project Runway, o Projeto Fashion conta com 12 estilistas competindo para ser a revelação de moda do País, além de ganhar: um Novo Uno 0km; um curso de um mês no Instituto Europeu de Design, em Milão; R$ 100 mil para desenvolver uma coleção para as lojas Marisa; uma produção com as criações para a revista ELLE e máquinas de costura.

 

Para isso, eles dividirão o mesmo teto, mas sem as mordomias dos ociosos Big Brothers. Entre linhas agulhas e toda competitividade que circunda o mundinho fashion, os oponentes terão de desenhar e produzir peças com materiais improvisados e temas aleatórios. Tudo em, no máximo, 48 horas.

 

Escolhidos em uma peneira que chegou a quase 2 mil inscritos, os candidatos foram testados pelo estilista Alexandre Herchcovitch, mentor que dará dicas aos participantes, em uma atuação à la Tim Gunn, guru de estilo do original.

 

"A produção selecionou os 20 melhores para uma prova prática. Eles tiveram de desenhar e costurar, porque, no Brasil, as pessoas pensam que basta desenhar pra ser estilista", explica Herchcovitch.

 

Além de um convidado famoso, outros dois nomes de peso no mercado compõem o júri: o estilista Reinaldo Lourenço e a editora de moda da revista Elle, Susana Barbosa.

 

Apesar de seguir a cartilha internacional, Galisteu não teme comparações. "Estava com medo de ver alguma aberração em termos de criação, e a primeira surpresa que tive é que tudo foi bom até agora. Temos qualidade. E a Heidi Klum é muito mais general do que eu. Alemã, né? Sou mais mansa. Acho que o lado mãe está pesando muito..."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.