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Os Simpsons completam 30 anos Frame|Fox

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Primeiro episódio de 'Os Simpsons' foi um especial de Natal exibido há 30 anos

'Simpsons Roasting on an Open Fire' foi indicado a dois prêmios Emmy; três décadas depois, onde está a série no streaming?

Guilherme Sobota , O Estado de S. Paulo

Atualizado

Os Simpsons completam 30 anos Frame|Fox

Em tempos em que especiais de Natal provocam confusões nas redes sociais e debates que ganham esferas jurídicas, é curioso lembrar que o primeiro episódio de Os Simpsons — exibido no dia 17 de dezembro de 1989, há exatos 30 anos — foi justamente um especial de Natal.

Simpsons Roasting on an Open Fire era na verdade para ser o oitavo episódio da primeira temporada, mas com problemas de animação de Some Enchanted Evening (o primeiro capítulo produzido da série), o especial de Natal foi ao ar primeiro.

Na estreia, Homer descobre que não receberá o bônus de Natal na indústria nuclear onde trabalha, e Marge precisa utilizar todas as economias para as festas de fim de ano numa cirurgia a lazer para eliminar uma tatuagem que Bart começou a fazer (ele ia escrever "Mother", mãe, em um coração no seu braço, mas Marge chega antes do fim e o que termina escrito é "Moth", mariposa). A cirurgia de remoção à laser é um dos grandes indicativos de como a série se desenvolveria nos 30 anos seguintes.

Para conseguir algum dinheiro para os presentes de Natal, Homer então arranja um emprego temporário como papai noel de shopping. Quando Bart vai visitar o bom velhinho (e tentar arrancar sua barba, depois de uma aposta com Millhouse), descobre que ele é Homer e o patriarca explica a situação toda. Bart então diz: "pai, tudo bem, se você se rebaixou tanto por nós é sinal que nos ama mesmo".

O problema é que Homer recebe apenas US$ 13 (líquidos) pelo trabalho, e bem na noite de Natal. O bebum Barney, então, leva pai e filho para uma corrida de cachorros — lá, Homer aposta as 13 pratas num dos bichos, Santa's Little Helper (o Ajudante de Papai Noel). Prevendo um milagre de Natal, a confiança é enorme. Mas claro que o cachorro chega em último. Insatisfeito com a performance do cão, o dono o manda embora e Homer pega o bichinho no colo e o leva para casa, dando um final feliz ao primeiro Natal dos Simpsons.

O criador da série, Matt Groening, teve a ideia dos Simpsons para funcionar como esquetes do The Tracey Ullman Show, em que seu amigo, James L. Brooks, era produtor. Os primeiros rascunhos apresentam muitas diferenças do desenho e foram exibidos dois anos antes, em 1987. Veja:

Em 1989, porém, um time de produtores bancou a ideia e os episódios começaram a ser animados e exibidos pela Fox. Brooks acrescentou ao contrato uma cláusula que impedia a rede de fazer alterações de conteúdo na série, e Groening já chegou a afirmar que a sua ideia era oferecer entretenimento de qualidade e não "o lixo" a que as pessoas estariam acostumadas na TV.

A Fox encomendou 13 episódios para a primeira temporada. O primeiro foi escrito por Mimi Pond, dirigido por David Silverman, teve story board de Rich Moore e desenhos de Eric Stefani (irmão da cantora Gwen Stefani).

Simpsons Roasting on an Open Fire foi indicado a dois Emmy, o de melhor animação com menos de uma hora e o de edição em animação ou especial, mas acabou perdendo para o nono episódio também dos SimpsonsLife on the Fast Lane.

A série acabou se tornando a mais longeva da história da TV americana quando o assunto são programas roteirizados, com 31 temporadas e 672 episódios, e foi eleita pela revista Time como a melhor série de TV do século 20.

'Os Simpsons' está no streaming?

Sim, mas não no Brasil por enquanto. Depois de alguns anos com uma plataforma própria (Simpsons World, vinculada ao canal FX), agora todas as temporadas de Os Simpsons estão disponíveis no Disney+, serviço de streaming concorrente da Netflix, lançado em novembro de 2019 nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália, Nova Zelândia e Porto Rico.

O Disney+ enfrentou críticas por não fornecer os episódios das séries iniciais no formato em que foram produzidos, 4:3, mas apenas no mais moderno 16:9. A empresa já informou que trabalha em uma solução, prevista para o início de 2020.

Confira alguns outros números da história de Os Simpsons

  • Custo de produção

Cada episódio dos Simpsons tem um custo de produção em torno de US$ 500 mil, totalizando US$ 331 milhões para todas as temporadas. No entanto, o retorno é certo: somente em 2008, US$ 750 milhões foram consumidos em merchandising.

  • Licenciamentos

Nas três décadas de seriado, mais de 500 empresas já licenciaram produtos dos Simpsons, desde o Burger King até o Corinthians.

  • Valor dos comerciais de TV 

O custo de 30 segundos de comercial no intervalo dos Simpsons nos EUA, de acordo com uma pesquisa da Forbes, é de US$ 162 mil.

  • Audiência caindo

A audiência de Os Simpsons vem caindo consistentemente há anos. Enquanto a primeira temporada, em 1989, somava 27,8 milhões de espectadores em média, hoje em dia os Simpsons são exibidos para cerca de 4 milhões de pessoas. 

  • Poucos personagens femininos, apesar de Marge e Lisa

Entre os cinco protagonistas e os 50 principais coadjuvantes de todas as temporadas, apenas 7 personagens são mulheres, pouco mais de 12% do elenco.

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O legado cultural dos Simpsons, que chegam à 30ª temporada no Brasil

'Um marco na história da animação”, diz o cartunista Mauricio de Sousa; 'Uma família disfuncional, como quase todas', diz o psicanalista Christian Dunker

André Cáceres, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2019 | 03h00

Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie: uma família americana comum de classe média que mora em Springfield, uma cidade interiorana sem nenhum grande diferencial, vive no limiar entre momentos de ternura e de ódio, entre tapas e beijos. Pensando dessa forma, a animação Os Simpsons não parece grande coisa, mas, nesta quinta-feira, estreia no Brasil sua 30.ª temporada, consolidando-se cada vez mais como a série de TV mais longeva da história – pelo menos ininterruptamente, sem contar com seriados como Doctor Who, que estreou em 1963, mas teve diversos períodos de hiato. 

Criado por Matt Groening, Os Simpsons foi ao ar pela primeira vez em 1987, no Tracey Ullman Show. Dois anos depois, ganhou um espaço próprio na Fox, completando 30 anos em atividade. Embora mantivessem a estética infantil com traços simples, característicos de desenhos dos anos 1950 e 1960, como as produções de Hanna Barbera, Os Simpsons foram pioneiros ao abrir espaço para o nicho de animações adultas. Apesar de caricatos, os personagens não eram completamente descolados da realidade, e aquelas situações poderiam muito bem ter sido encenadas em sitcoms – por coincidência, no mesmo ano estreava Seinfeld, que revolucionaria para sempre esse tipo de série humorística episódica, abrindo espaço para Friends, How I Met Your Mother, The Office e outras produções que têm muito em comum com Os Simpsons.

Calcado na representação de uma família disfuncional, o desenho não se limitou a exibir piadas visuais inofensivas, humor físico exagerado e extrapolações cartunescas da realidade: Os Simpsons sempre tomaram como linha mestra a crítica de costumes, o comentário social e um humor ácido em relação à sociedade americana. Sem esse desenho, talvez muitas das animações destinadas ao público adulto que existem hoje simplesmente poderiam nunca ter sido feitas. 

É o caso, por exemplo, de South Park, que estreou em 1997 no Comedy Central, tornando-se também uma das mais importantes séries animadas adultas da história, com 22 temporadas atualmente. Os Simpsons marcaram época, mas seu impacto não é sentido apenas na televisão, indo muito além como uma força cultural e até econômica. 

O idioma inglês, por exemplo, não passou incólume pelo fenômeno. Diversos neologismos criados na animação entraram em dicionários após terem ido ao ar no desenho. A palavra “Cromulent” (algo como “adequado”), utilizada pela primeira vez no episódio Lisa, a Iconoclasta, de 1996, e “Embiggen” (“aumentar”, em tradução livre), popularizada pelo mesmo capítulo, além da expressão “D’oh!”, eternizada por Homer Simpson, foram adicionadas ao Oxford English Dictionary, tornando-se palavras oficial do idioma. 

Existem poucos personagens semelhantes cuja presença na cultura pop se equipare à da família Simpsons. No Brasil, talvez o melhor paralelo que se pode traçar é com a Turma da Mônica, que surgiu 30 anos antes dos Simpsons, em 1959, nos quadrinhos, mas logo migrou para a TV e para várias outras mídias (seu filme com atores reais, Turma da Mônica: Laços, dirigido por Daniel Rezende, estreia no País em 27 de junho). “Os Simpsons são um marco na história da animação”, afirmou o cartunista Mauricio de Sousa por e-mail ao Estado. “Não necessariamente no estilo de desenho, mas com seus textos, tanto polêmicos quanto hilários. Uma sitcom bem elaborada e isso explica sua permanência na TV por tantos anos”, acrescenta ele.

Ao longo de 30 temporadas, Os Simpsons já estrelaram 662 episódios com, em média, 24 minutos cada um. Ou seja, assistir à série inteira demora mais de 260 horas, ou cerca de 11 dias ininterruptos. Cada episódio tem um custo de produção em torno de US$ 500 mil, totalizando US$ 331 milhões para todas as temporadas. 

No entanto, o retorno é certo: somente em 2008, no ano seguinte ao filme dos Simpsons, US$ 750 milhões foram consumidos em merchandising. Nas três décadas, mais de 500 empresas já licenciaram produtos dos personagens, desde o Burger King até o Corinthians. O custo de 30 segundos de comercial no intervalo dos Simpsons nos EUA, de acordo com uma pesquisa da Forbes, é de US$ 162 mil. 

Apesar disso, a audiência vem caindo consistentemente há anos. Enquanto a primeira temporada, em 1989, somava 27,8 milhões de espectadores em média, hoje em dia os Simpsons são exibidos para cerca de 4 milhões de pessoas.

Os Simpsons abriram espaço para que outras animações tratassem de temas mais maduros com a abordagem marcada pelo comentário social ácido. Dois anos depois da estreia da animação, Family Guy (traduzida no Brasil como Uma Família da Pesada), criada por Seth MacFarlane, passou a concorrer com Os Simpsons dentro da própria emissora. O desenho compartilha semelhanças temáticas e estéticas com seus primos amarelados, já que também acompanha o cotidiano de uma família comum americana, no entanto conta com um humor mais direto e agressivo.

Talvez o impacto mais claro dessa popularidade tenha sido sentido em 2001, quando o canal infantil Cartoon Network começou a exibir desenhos voltados para o público adulto nas madrugadas por meio do Adult Swim, aproveitando o nicho construído pelos Simpsons ao longo da década anterior. As atrações exibidas por esse canal alternativo, como Frango-Robô e Aqua Teen: O Esquadrão Força Total não raro descambavam para a violência explícita e o humor negro.

Mais recentemente, com o advento das plataformas de streaming, desenhos animados que visam a atingir um público adulto são cada vez mais comuns e diversificados, fugindo da dinâmica de sitcom e das temáticas do núcleo familiar instauradas pelos Simpsons, atingindo nichos específicos. BoJack Horseman mistura drama e comédia para tratar de temas densos como depressão e ansiedade; Rick and Morty utiliza elementos de ficção científica, como multiverso e viagens no tempo, de maneira bem-humorada para tratar da difícil relação de um neto pouco inteligente com seu avô, um gênio e cientista maluco; o recente e polêmico desenho brasileiro Super Drags narra as aventuras de três colegas de trabalho que se vestem de drag queens para combater o crime e o conservadorismo; e Gravity Falls é um relatório das férias dos irmãos gêmeos Dipper e Mabel na casa de seu tio-avô, em um pequeno vilarejo assombrado por forças sobrenaturais.

Séries com atores reais, ou live-action, também foram influenciadas pelos Simpsons. The Office, sitcom humorística que se passa em um ambiente corporativo e foi ao ar entre 2001 e 2003, criada por Ricky Gervais e Stephen Merchant, tem bastante inspiração no tipo de humor de Matt Groening. O cineasta Edgar Wright, diretor da adaptação do quadrinho Scott Pilgrim (2010) e do filme de ação musical Em Ritmo de Fuga (2017), dirigiu a série britânica de comédia Spaced entre 1999 e 2001, e já chegou a afirmar publicamente que sua ambição com o seriado era tentar fazer algo que se assemelhasse a uma versão live-action dos Simpsons.

'Os Simpsons são uma família disfuncional, como quase todas', diz Christian Dunker

Por que um desenho sobre uma família aparentemente normal ressoa na nossa psicologia?

Eu tenho um palpite na palavra que você escolheu para caracterizar os Simpsons, porque eles são uma família normal, mas extremamente disfuncional, como quase todas as famílias. Já dizia o Tolstoi: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.” Essa ideia de que é uma família reconhecível é importante para fisgar nossa identificação num primeiro plano, mas num segundo ela vai devolvendo pra gente como somos malucos, ridículos, nos deixamos levar por ideias infantis, desejos que nos extrapolam, monomanias.

Os Simpsons foram feitos sob medida para a sociedade americana, mas fazem bastante sucesso por aqui também. Eles dialogam de alguma maneira com a sociedade brasileira?

O que os Simpsons representam como crítica dos costumes para a sociedade americana, um pouco na linha de Desperate Housewives, sobre como pode ser asfixiante a vida em uma cidade pequena como Springfield, onde todo mundo se mete na vida alheia, há um controle social muito forte. Isso tem uma função para um americano médio que é diferente de como essa família é lida pelo brasileiro, filtrada pela ideia de que estamos também falando da relação que temos com os americanos, do que importamos de sua cultura. Em geral, para o brasileiro, há uma mistura de Hollywood, dos grandes ídolos, mas também olhamos para o americano como alguém ingênuo, que não suportar certas adversidades que o brasileiro absorve e que nos torna mais espertos e orientados para ler a maldade. 

Pelo fato de ser uma animação, nós aceitamos mais facilmente as situações apresentadas nos Simpsons?

Esse é um tema bem antigo na psicanálise. Freud fazia muitas analogias com o que, na época, era a caricatura. Para ele, a caricatura era a arte do superego, porque nos permite deformar, exagerar e, ao mesmo tempo, nos proteger da realidade da qual estamos nos aproximando. Pegamos um traço e o expandimos de tal maneira que possamos rir dele. Aquele traço que nos importuna, que é intolerável, se torna risível. Isso me parece muito funcional, explica um tanto do sucesso da série que, se fosse dizer o que diz numa chave mais realista, provavelmente causaria repúdio do nosso conservadorismo. Vamos imaginar na novela das 9 alguém dizendo que o casamento é o caixão e os filhos são os pregos. Seria um choque para nossa crença na família, nosso ideal de que a família deve ser respeitada. Mas se você faz isso sair pela boca de uma caricatura, você consegue assimilar essa verdade sem brigar com ela nem sentir que ela ofende seus valores.

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'Os Simpsons' completam 30 anos com números impressionantes

Quantos episódios, quanto custa um comercial em seu intervalo, quantos espectadores...

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 07h00

Ao longo de 30 temporadas, Os Simpsons já estrelaram 662 episódios com, em média, 24 minutos cada. Ou seja, assistir toda a série demora mais de 260 horas, ou cerca de 11 dias ininterruptos. Como a série mais longeva da TV, os Simpsons têm números surpreendentes. Confira alguns deles:

Cada episódio dos Simpsons tem um custo de produção em torno de US$ 500 mil, totalizando US$ 331 milhões para todas as temporadas. No entanto, o retorno é certo: somente em 2008, US$ 750 milhões foram consumidos em merchandising. Nas três décadas de seriado, mais de 500 empresas já licenciaram produtos dos Simpsons, desde o Burger King até o Corinthians.

O custo de 30 segundos de comercial no intervalo dos Simpsons nos EUA, de acordo com uma pesquisa da Forbes, é de US$ 162 mil. Apesar disso, a audiência do programa vem caindo consistentemente há anos. Enquanto a primeira temporada, em 1989, somava 27,8 milhões de espectadores em média, hoje em dia os Simpsons são exibidos para cerca de 4 milhões de pessoas. 

O personagem mais verborrágico da série é Homer, com mais de 250 mil palavras ditas de acordo com um levantamento de 2016 do engenheiro de software Todd W. Schneider. Ele falou mais que o dobro da segunda colocada, Marge, com cerca de 125 mil palavras.

Entre os cinco protagonistas e os 50 principais coadjuvantes de todas as temporadas, apenas 7 personagens são mulheres, pouco mais de 12% do elenco.

 

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22 vezes em que os Simpsons previram o futuro

Smartwatch, videoconferência, eleição de Trump e Daenerys derretendo King's Landing foram algumas das apostas do desenho

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2019 | 12h29

No ar há 30 anos, o desenho Os Simpsons é conhecido por 'prever o futuro'. A eleição de Donald Trump, a invenção do smartwatch e até o roubo de limoeiros premiados foram algumas das premonições do desenho.

Fãs de Game of Thrones notaram, nessa semana, mais um possível acerto dos produtores de Simpsons: Em um episódio de 2017, intitulado Os Sefersons, a família Simpson é inserida em um mundo de fantasia baseado em GoT. E um dragão destrói o vilarejo onde eles habitam. Lembra alguma coisa?

Veja:

 

Vitória do Curling norte-americano (2010)

Como uma animação (que bate recordes de permanência no ar na TV americana) consegue "prever" tantos casos, é um mistério, mas aconteceu de novo: em um episódio da 21ª temporada, que foi ao ar em 2010, 'Os Simpsons' previram que os EUA iriam ganhar uma medalha no curling durante as Olimpíadas e acertaram até mesmo que seria contra a Suécia na final — o fato ocorreu na vida real no último sábado, 24.

Fox e Walt Disney (1998)

Em 1998, no episódio 'When You Dish Upon a Star', a série animada imaginou que a companhia Fox poderia ser comprada pela Walt Disney Co., o que de fato ocorreu em dezembro de 2017.

Lady Gaga (2012)

Em 2012, no episódio 'Lisa Goes Gaga', a cantora Lady Gaga aparece "voando" pelo ar presa a fios e toca piano vestida numa roupa bastante criativa, bem como aconteceu na apresentação do Super Bowl LI, em fevereiro de 2017.

Donald Trump (2000)

A eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA foi prevista em um episódio dos Simpsons em 2000.

Rolling Stones (1995)

Um episódio de 1995 avança 15 anos no futuro para mostrar como seria o casamento da Lisa - numa cena, um cartaz brinca com os Rolling Stones (2010 - A Turnê das Cadeiras de Rodas, diz). Bem, é 2016 e Mick Jagger e companhia ainda estão pulando por aí.

Limoeiro (1995)

Em 1995, um premiado limoeiro foi roubado de Springfield... bizarramente, isso também aconteceu em Houston, em 2013.

O tigre (1993)

Um tigre ataca os personagens Gunter e Ernst em um show - dez anos depois, Roy Horn (do 'Siegfried e Roy') foi atacado por um tigre branco no palco, o que o deixou parcialmente paralisado.

Ladrão de gordura (1998)

Homer é conhecido por seu "espírito empreendedor", e em 1998 ele teve a ideia de roubar e revender gordura de restaurantes, e ele até fez Bart fugir da escola para ajudá-lo. Um episódio semelhante ocorreu em 2011, em St. Louis, nos EUA.

Urna eletrônica (2008)

Homer vai votar para presidente em 2008, e ele aperta o botão de "Barack Obama", mas a urna contabiliza o voto para o então candidato John McCain. Quatro anos depois, em 2012, um escândalo parecido tomou conta do noticiário nos EUA.

Memes políticos 

O personagem Abu, de 'Os Simpsons' trabalha em seu mercadinho onde um cartaz, ao fundo, de Trump diz: "Eu quero você... fora (do país)", outra crítica a proposta de Trump contra os imigrantes. 

Smartphone (1994)

Nesse episódio de 1994, o personagem Dolph tenta mandar uma mensagem em um aparelho touch screen, mas é terrivelmente "corrigido" pelo hoje famoso auto corretor. A questão é que nenhuma das tecnologias existia na época.

Farmville (1998)

O episódio mostra em 1998 um jogo que simula o trabalho no campo e no jardim... embora a realidade virtual ainda não tenha chegado lá, o joguinho Farmville foi bastante popular nos primórdios do Facebook.

Carne de cavalo (1994)

Comida de refeitório não é lá a melhor coisa do mundo. Em 1994, o restaurante da escola das crianças em Os Simpsons servia um barril de carne de cavalo... um escândalo em 2013 envolvendo uma grande rede de fast food colocou em questão o uso da mesma carne nos hamburgeres.

Tradutor de bebês (1992)

Em 1992, o meio irmão de Homer, Herb, inventou uma máquina que traduzia os resmungos de um bebê em palavras. Hoje em dia, um aplicativo de smartphones "promete" a mesma tarefa.

Videoconferência (1995)

Mesmo com a máquina um pouco antiquada, a série previu com folga o uso de vídeoconferências para conversas entre parentes.

Impressora 3D (2005)

No episódio em 2005, Marge consegue transformar uma foto de polaroid em um bolo... a ciência ainda não inventou a magia, mas as impressoras 3D de hoje em dia podem, de fato, imprimir bolos.

TOMATES (1999)

O episódio em que a família se muda para uma fazenda tem uma plantação de tomates que sofreram mutações por conta de radiação atômica - o mesmo evento aconteceu no Japão em 2011, 12 anos depois.

Ebola (1997)

Antes da grande epidemia dos últimos anos, o virus era pouco conhecido; mas o espectador atento de 'Os Simpsons' já tinha visto o nome, quando Marge dá para um Bart doente o livro 'George Curioso e o Vírus Ebola'.

Smart watch (1995)

O noivo de Lisa no mesmo episódio, Hugh, fala com as pessoas por meio do seu "smart watch" -- parecido com o Apple Watch, que parece que não engrenou, pelo menos aqui no Brasil.

IPOD (1996)

Foi meio que de passagem, mas e esse design? Na série, funcionava como um interfone numa casa.

Wrecking Ball (1994)

Miley Cyrus fez isso, mas Homer tinha feito pelo menos 20 anos antes, em 1994.

 

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