Porta dos Fundos planeja novas séries, uma delas sobre política

Além de novos jogos para celular, canal de humor terá vídeos com legendas em francês e alemão de olho no mercado exterior

João Fernando, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 20h36

Mesmo sem ter concluído as gravações da primeira série, a turma do Porta dos Fundos já se prepara para outras. "Vamos ter uma sobre o Deus polinésio", entrega Fábio Porchat. A produção em questão é o desdobramento do vídeo Deus, em que uma mulher, vivida por Clarice Falcão, morre e, ao se encontrar com Deus (Rafael Infante), espanta-se pelo fato de ele usar maquiagem e trajes dos aborígines das ilhas do Pacífico.

Em ano eleitoral, os humoristas não vão deixar o momento passar em branco. "Estou pensando em uma sobre política", avisa Gregório Duvivier. Nos próximos meses, o canal de humor terá vídeos semanais sobre a Copa do Mundo, que ficarão disponíveis sempre aos sábados. As produções regulares, lançadas sempre às segundas e quintas-feiras, continuarão.

Recentemente, o Porta dos Fundos lançou dois aplicativos com jogos para celulares. O primeiro, Bola Azul, é baseado no vídeo Quem Manda, em que um adolescente encara uma sabatina do sogro ao buscar a namorada em casa. No jogo, ele tem de driblar o inimigo para conseguir levar a garota ao cinema. Já em Voa, Totoro, o ator homônimo aparece em versão alada e precisa driblas obstáculos. Juntos, os dois aplicativos tiveram mais de 20 mil downloads gratuitos. "Queremos popularizar a marca, por isso, não cobramos. Como cerca de metade da população brasileira ainda não tem acesso à internet, ainda temos de crescer 50% no mercado", explica Porchat.

Em breve, mais dois jogos serão lançados. Um deles tem inspiração no vídeo Bala de Borracha, sobre policiais, e o outro em Fundo Verde, em que Gregório passa por um teste em fundo eletrônico de chroma key, no qual imagens são projetadas digitalmente.

Com mais de 800 milhões de visualizações desde a criação, em 2012, o Porta dos Fundos é o canal que cresceu mais rápido em todo o YouTube. Vistos fora do Brasil, os vídeos já têm legendas em inglês e espanhol. De olho no mercado internacional, o grupo encomendou as próximas em francês e alemão. Para evitar acusações de plágio, os humoristas não leem sugestões de esquetes enviadas pelos internautas e até têm e-mail com resposta padrão. Com 40 funcionários, a empresa, que também produz vídeos publicitários, deve crescer. "Todo mundo trabalha com freelancers, mas a gente vai na contramão, contrata muita gente. Acho importante ter a nossa galera", prega Gregório.

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