Por onde anda Monica, a amiga?

Todo mundo que assistiu à estréia de Dirt, domingo passado no People + Arts, foi pego de surpresa. Onde estava a Monica, de Friends? Courteney Cox acertou ao percorrer um caminho diferente do trilhado por Matt Le Blanc, o Joey. Ela esperou o auê de Friends passar, procurou uma personagem oposta àquela que viveu por 10 anos e arrasou. Lucy é manipuladora e cretina, nada a ver com Monica. Dirt é pesada que em nada lembra Friends. O momento "amigos" virá no fim da temporada: Jennifer Aniston tasca um beijo na boca de Courteney. Dirt já tem 2ª temporada e não precisou batalhar muito por isso, diferentemente de Joey, que ficou na corda bamba já no início do 1º ano. Ao que tudo indica, Courteney afugentou a maldição dos "ex". Vide Seinfeld. Michael Richards, o Kramer, tentou ter sua série e naufragou. O mesmo ocorreu com Jason Alexander, o George. Somente Julia Louis-Dreyfus se deu bem com sua Old Christine, após um tempo fora da TV. Ainda é cedo para diagnosticar Dirt como um sucesso, mas dá para dizer que a atração é revolucionária na TV por abordar, de forma tão cruel, o mundo não só dos paparazzi e da imprensa marrom, como também das celebridades. Alguém sacou a referência a Jude Law, ator que fez seis filmes - medianos - em um ano? Rendeu piada de Chris Rock no Oscar e alfinetada em Dirt. Farah Fawcett que me desculpe, mas amei ver Jaclyn Smith, a melhor pantera de todos os tempos - tenho até foto da estrela dela na calçada da fama -, em Descabelados (P+A). É perfeito ter uma Charlie Angel em um reality sobre penteados. Haja laquê!

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