'Ponto alto foi o Brasil'

Para David Caruso, o detetive Horatio Caine, filmar no Rio deu carga extra a CSI Miami

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2009 | 02h53

CSI Miami é a série mais vista, falando em termos internacionais. Ela está no ar nos cinco continentes e bate os índices dos companheiros CSI e CSI NY. Para o ator David Caruso, a mistura do clima tropical, da aura europeia e do ritmo latino com o lado negro e bizarro das investigações forenses é responsável pelo sucesso. "Miami é muito internacional", disse o ator a sete jornalistas da imprensa internacional, incluindo esta do Estado, enquanto distribuía bottoms de Horatio Caine, seu personagem na série.Aliás, esse clima leve e divertido diferencia o set de CSI Miami dos estúdio das outras franquias de CSI. Todos os atores que passaram pela mesa dos jornalistas fizeram piadas e cumprimentaram cada um deles - que ali, representavam o público internacional da série - como se fossem políticos atrás de votos, ou melhor, de audiência. Caruso foi o mais enfático ao enaltecer a importância desse ibope estrangeiro e, quando questionado pelo Estado sobre as gravações no Rio, o ator se derreteu: "O ponto alto da série foi ter ido ao Brasil." O episódio Rio abriu a 5ª temporada da série, há dois anos. "A filmagem no Corcovado foi um momento incrível, pois fecharam o lugar por uma hora e ficamos gravando, enquanto o sol nascia?, conta. "Já que a série é mostrada internacionalmente, acho importante isso. Somos a série nº 1 internacionalmente e é nossa responsabilidade abranger esse mundo fisicamente." Caruso diz que o sonho dele, agora, é filmar em Pequim. PARÓDIAS O detetive Horatio Caine rende paródias em programas como Os Simpsons e Saturday Night Live - a mais famosa encarnada por Jim Carrey. Em todas as caricaturas, o olhar distante, a frase de efeito ao encontrar um corpo e os óculos escuros estão presentes. "Quando desenvolvi o personagem, quis criar uma assinatura para ele", conta. "Óculos escuros fazem parte da Flórida."Para Caruso, há uma explicação bastante simples para o sucesso dos CSIs. "Na TV americana há tradicionalmente o tripé advogados-polícia-médicos e CSI une esses três mundos e o público experimenta esse amálgama", fala. Para ele, CSI Miami tem outro tempero: "Temos reinventando a série em arcos de três anos e isso é interessante, pois traz um frescor." Este ano, o frescor vem de Megalyn Echikunwoke, ex-The 4400, a dra. Tara Rice. Julia Winston, a mãe de Kyle, filho de Caine, também voltará. "Será complicado", fala o ator, que, em breve será produtor. "É meu próximo passo, mas quero produzir outras séries e já estou com dois pilotos."

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