Polêmica de mais, resultado de menos

Merchandising social a granel complica enredo de Chamas da Vida, trama da Record

Thaís Pinheiro, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2008 | 21h19

Nem todo o contingente do Corpo de Bombeiros de Tinguá seria capaz de apagar tantas polêmicas que pipocam em Chamas da Vida. Porém, apesar de ser exibida às 22h, a trama da Record, indicada para maiores de 12 anos, pisa no freio quando entra em terrenos que mereceriam mais atenção.Nesta semana, a novela completa 4 meses no ar e, até agora, foram abordados sete "assuntos fortes", denominação da própria autora, Cristianne Fridman, para os casos de pedofilia, drogas, prostituição, travestis, HIV, estupro e pílula do dia seguinte.Tudo junto e ao mesmo tempo, assim mesmo. É uma avalanche de inserções de merchandising social que, em excesso, pode perder o seu efeito, já que é difícil dar profundidade e história a todos eles.Para a autora, não havia a intenção de falar de todos esses temas, mas cada personagem evoluiu para que determinadas situações acontecessem. "Procuro usar o bom senso nas cenas, porque os adolescentes já não dormem às 20h", afirma Cristianne.O folhetim tem, pelo menos, mais 100 capítulos pela frente. No ritmo em que vai, com polêmica atrás de polêmica, o telespectador vai ter de se esforçar para acompanhar as tramas e captar o que ficou nas entrelinhas.

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