TV Globo/Divulgação
TV Globo/Divulgação

'Planeta Extremo' vira programa semanal

Jornalistas Clayton Conservani e Carol Barcellos testam seus limites em lugares arriscados em diferentes países

João Fernando, O Estado de S. Paulo

21 Janeiro 2015 | 19h15

 Enquanto a maioria dos mortais planeja viagens para se divertir, Clayton Conservani e Carol Barcellos pesquisam seus destinos com a intenção de conhecer lugares onde passarão por aventuras perigosas, cuja morte pode ser um risco constante. E o pior é que eles gostam. “Na hora, você não pensa que algo de ruim pode acontecer”, explica o jornalista, que, na virada de domingo para segunda, à meia-noite, vai mostrar as situações tensas pelas quais passou com sua companheira no Planeta Extremo, na Globo.

Antes apenas um quadro do Fantástico, a produção tornou-se um programa semanal, cuja primeira temporada terá oito edições. A dupla de jornalistas percorre diferentes países para tentar superar os próprios limites físicos em ambientes inóspitos. “A gente quer levar o telespectador a lugares onde ele não passaria as férias com a família”, diverte-se Clayton.

Na estreia, ele vai ao arquipélago de Vanuatu, na Oceania, onde fica o vulcão Marum, um dos mais ativos do mundo. Lá, ele vai ficar bem próximo à cratera para colher rochas e entregar para uma equipe da Nasa, que tem uma base e pesquisa na região. As cenas parecem de um filme de ficção científica. Em meio às diferentes cores no céu, resultado da atividade do vulcão, o jornalista surge num traje prata para se proteger das cinzas, além de carregar um cilindro de oxigênio. “Fiquei exposto a gases tóxicos e chuva ácida. Havia um grupo de pessoas de Vanuatu que não queria que a gente fosse, pois poderia haver uma erupção repentina.”

Entre perrengues que os apresentadores passaram juntos está uma maratona de seis dias na selva amazônica. “Tínhamos de carregar (na mochila) tudo que precisássemos, como comida e kit de primeiros socorros. Começamos com 13 kg. A cama é uma rede e tem de dormir no caminho. Muitas vezes, não tinha banho porque não havia rio perto”, relembra Carol em conversa com o Estado por telefone.


“Estávamos expostos a todos os perigos. É um lugar com grande número de onças, cobras e insetos. Se acontecesse algo de grave, seria difícil alguém nos resgatar”, detalha Clayton. Na ocasião, a equipe se hospedou em pontos estratégicos enquanto os dois tiveram de passar a noite no mato, ao lado dos outros competidores. “Levamos uma câmera, porque há coisas que só nós conseguimos captar”, conta ele.

Apesar de ter escalado as sequoias, árvores milenares na Califórnia, a uma altura de 50 metros, e caminhar por um deserto, Carol Barcellos diz ter se sentido desconfortável apenas ao conhecer uma cidade submersa na China. “Mergulhei em uma caverna e a visibilidade era ruim, foi claustrofóbico. Saí de lá dizendo que não volto. Mas desistir é uma coisa muito difícil”, afirma a jornalista, que carrega uma foto da filha em todos os lugares para onde vai.

Planeta Extremo impressiona pela qualidade da fotografia e dos gráficos em 3D. Com cara de programa do Discovery, toda a produção é feita na Globo. “Temos orçamento diferenciado. Até porque são lugares inóspitos. Pensamos na segurança da equipe e precisamos dos melhores equipamentos”, defende Clayton. Ao partir para o trabalho arriscado, ele se esforça para acalmar a família. “Tento dar uma minimizada quando perguntam se é perigoso. O sucesso da expedição é quando volto para a família e em segurança.”

Mais conteúdo sobre:
Planeta Extremo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.