Gianni Cipriano|New York Times
Gianni Cipriano|New York Times

Plácido Domingo fez participação especial em 'Mozart in the Jungle'

Outros nomes importantes já passaram pelo seriado

Michael Cooper, THE NEW YORK TIMES

01 de agosto de 2016 | 20h00

ITÁLIA - Já passava da meia-noite no Grande Canal e Plácido Domingo estava em um palco flutuante que lentamente seguia rumo à Ponte Accademia, cantando a abertura de um dueto de Don Giovanni. A voz de uma soprano respondeu de outro palco, que seguia ao encontro do dele, no qual a atriz Monica Bellucci, vestida de Maria Callas, com brilhantes e um vestido esverdeado, simulava o canto sedutoramente. Os palcos se juntaram, assim como as vozes.

Com esse recente espetáculo operístico exuberante – que fez disparar inúmeros smartphones das pessoas que passavam em um vaporetto, o ônibus aquático –, Domingo se tornou o mais recente astro da música clássica a fazer uma aparição em Mozart in the Jungle, a comédia da Amazon sobre uma orquestra fictícia de Nova York, com Gael García Bernal. A série conseguiu atrair manchetes dignas de espetáculos de gala: episódios anteriores contaram com o pianista Lang Lang jogando pingue-pongue com o violinista Joshua Bell, o pianista Emanuel Ax mexendo os pés em um videogame de dança interativa e o maestro Gustavo Dudamel.

A série, que inicialmente desagradou alguns músicos e críticos, assumiu uma importância para a música clássica – que cresceu depois que a série ganhou dois Globos de Ouro este ano.

A próxima temporada de Mozart também vai contar com a música contemporânea, com uma participação de Nico Muhly, o jovem compositor americano cuja ópera Two Boys foi encenada no Met, em 2013. Ele compôs uma peça para a série: a ária de uma ópera imaginária baseada na história de Amy Fisher, que, aos 17 anos, acabou ficando conhecida como a Lolita de Long Island depois de ferir seriamente com um tiro a mulher de seu amante.

Paul Weitz, que dirigia o episódio com Domingo, disse que a peça alcançou o tom que ele procura mostrar no seriado: a mistura de elementos ridículos e cômicos com momentos sublimes, por meio da música. “A falsa ópera de Amy de Nico consegue esse feito. É ridícula e tola e, ao mesmo tempo, comovente – o que foi importante, pois era o que eu esperava.”

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