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Personagens de livros ganham vida em nova temporada da série 'The Librarians'

Personagem de Oscar Wilde é um dos que ganham vida na segunda temporada da série

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

10 de novembro de 2015 | 02h00

PORTLAND - The Librarians, baseada numa trilogia de filmes para a televisão, tem uma premissa maluca, em que um bibliotecário é responsável por impedir a magia de cair nas mãos de forças sombrias. Na primeira temporada, Flynn Carsen (Noah Wyle) precisou abrigar novos candidatos ao cargo, Jake Stone (Christian Kane), Cassandra Cillian (Lindy Booth) e Ezekiel Jones (John Harlan Kim), com a ajuda da guardiã Eve Baird (Rebecca Romijn), depois de eles serem ameaçados. Foi um sucesso, com média de 11,4 milhões de espectadores nos Estados Unidos. É fácil de entender: com sua mistura de mistérios, muitas vezes envolvendo artefatos famosos – como a espada Excalibur –, e bom humor, é uma rara série para a família.

Os dez episódios da segunda temporada são exibidos no Brasil a partir do domingo (22), às 19h, na Universal – a estreia terá episódio duplo. Os estúdios que abrigam as gravações da série, em Portland, noroeste dos Estados Unidos, dão uma pista das aventuras em que os personagens vão se meter, indo da Inglaterra de William Shakespeare à Aokigahara, a floresta dos suicidas aos pés do Monte Fuji, no Japão. “Nossa abordagem é a mesma daquelas grandes temporadas de Arquivo X, em que não dava para saber o que ia haver num episódio. Podiam ser alienígenas, mutantes, ou algo mágico”, explicou o produtor e criador John Rogers. A equipe de roteiristas conta com gente de formações diversas – de um bioquímico a um designer de games, passando por um escritor de romances históricos. “Antes do começo da temporada, eles escolhem os mistérios e artefatos que os interessam”, completou. A novidade é que, neste ano, os personagens da ficção descobrem como ganhar vida, de Próspero, de A Tempestade, de William Shakespeare, a Dorian Gray, de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.

Talvez não haja uma revelação tão bombástica como a verdadeira identidade de Jenkins (John Larroquette), uma espécie de zelador da biblioteca, mas a segunda temporada vai explorar mais cada um dos personagens. “Todo o mundo cresceu um pouco. No primeiro ano, os personagens estavam sempre de olhos arregalados: ‘Espera, mágica é real?’. E agora é: ‘Mágica é real’”, disse Christian Kane. Seu Jake Stone, um especialista em artes que durante muito tempo trabalhou na extração de petróleo, volta à sua terra natal. Ezekiel (John Kim), um ladrão de primeira, expõe um pouco mais de onde vem sua falta de princípios. E Cassandra Cillian aprende a lidar melhor com suas habilidades – graças a um tumor no cérebro, é dona de uma memória fotográfica.

Flynn e Eve, que engataram um romance na primeira temporada, vão tentar sobreviver aos seus diferentes temperamentos. “É uma relação complicada, como todas as relações”, explicou Rebecca Romjin. “Flynn e Eve têm muita afeição um pelo outro, mas nunca no mesmo momento. Flynn é muito impulsivo e ela é o oposto: planeja, coloca em ação, organiza. Então eles se desentendem nesse aspecto.” Até porque Flynn continua indo e voltando – Noah Wyle ainda estava se dividindo com sua outra série, Falling Skies, encerrada em agosto, e participou de cinco dos 10 episódios – os dois primeiros, 5 e 6 e os dois últimos.

“Não queria pular direto de Falling Skies para outra série”, disse Wyle. “Não queria carregar uma temporada inteira. E também focar nos outros personagens parecia uma oportunidade de revitalizar The Librarians.” Mas Wyle, que é um dos produtores, também dirigiu um dos episódios. “Pudemos corrigir muitas coisas em termo de ritmo e tom”, afirmou. Sem perder a essência, ou seja, “ter pessoas espertas resolvendo problemas sendo inteligentes”, como definiu John Rogers.

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