Peggy é a Betty da publicidade

Diz que me ama, da HBO, poderia ser uma série incrível se duas personagens femininas não fossem tão irritantes. A tal da Jaime (Michelle Borth), a garota de 20 e poucos, é chata no nível Meredith Grey. Tudo bem que o namorado dela não é um McDreamy, mas é um cara bacana, normal e que, obviamente, não suporta as cobranças da moça que parece ver traições e concorrências em cada esquina. Ela parece implorar: "Diz que me ama, por favor!!!" Que noiada! O bom foi que ela dançou bonita quando mostrou essa chatice para o gato Ian Somerhalder, o Boone de Lost. Como uma garota consegue fazer jogo com Boone? Sem querer me exibir - mas já me exibindo -, quase morri quando vi Ian pessoalmente!A personagem Carolyn - a atriz Sonya Walger, a Penny, também de Lost -, de 30 e poucos anos, tem um marido que, além de lindo é um santo. Palek (Adam Scott) está pagando todos os pecados ao lado de uma neurótica como Carolyn. Claro que deve ser muito angustiante tentar ter um bebê por um ano sem sucesso, mas a mulher exagera e joga a culpa e a frustração no maridão. O que salva a HBO das personagens femininas insuportáveis é a ótima Peggy Olson (Elisabeth Moss) de Mad Men. Torço muito por ela no Emmy porque a personagem é o máximo! Aquela mulher merece uma medalha por agüentar um bando de publicitários machistas e prepotentes. Nossa, quero muito que ela se torne uma publicitária incrível e bote todos aqueles trouxas no chinelo, principalmente o Pete Campbell (Vincent Kartheiser). Que raiva tenho daquele pivete! E Peggy é muito Betty (a feia), não? As roupas, a forma, a franja... Virou minha heroína!

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2008 | 00h53

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