Paz, amor e o sonho da era de Aquário

Hair. No Telecine Cult,às 22 horas. Direção de Milos Forman. Reprise, colorido, 121 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2007 | 03h44

Em 1979, ainda neófito nos EUA, para onde emigrara para fugir à invasão de Praga pelos tanques soviéticos, o checo Milos Forman não parecia o diretor mais indicado para filmar Hair. Afinal, o musical de James Rado, Gerome Ragni e Galt MacDermott era uma grande celebração americana dos anos 60 como a era de Aquário. Mas Forman conseguiu.Desde a abertura no Central Park, com a deslumbrante coreografia de Twyla Tharp, até o clima sombrio da transformação do sonho hippie na morte na Guerra do Vietnã, seu filme virou o mais completo resgate de uma época de contestação, em que liberdade significava mais do que uma calça azul e desbotada.Hair corre o risco de ser visto hoje como peça de museu, só que o antigo, no caso, é o novo, o revolucionário e o estimulante. Treat Williams faz o garoto do interior que chega a Nova York e fica dividido entre um bando de hippies e a socialite que encontra cavalgando no Central Park. Grandes cenas, grande score. "Quando a Lua entra na sétima aurora e Júpiter se alinha com a Terra..." O show está recomeçando.

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