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'Paraíso é lenta, sim. E aí está graça'

Benedito Ruy Barbosa defende o ritmo da sua novela e diz que ela não pode virar videoclipe

O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2009 | 22h49

Depois de três refilmagens de suas tramas - Cabocla (2004), Sinhá Moça (2006) e, agora, Paraíso -, Benedito Ruy Barbosa pode dizer que entende de remakes. E aos que andam dizendo que Paraíso é lenta demais e deve ser acelerada para agradar ao telespectador de hoje, ele avisa: "Calma, que a graça da novela é essa lentidão mesmo."

Sobre o assunto, ele conversou com o Estado:

Paraíso tem recebido críticas por causa do seu ritmo mais lento. O que você acha da ideia de acelerá-la?

Olha, com toda sinceridade: Paraíso foi feita em 1982 e tem um ritmo das novelas daquela época. Hoje em dia, novela é videoclipe, e por ser um videoclipe o telespectador não entende direito. Não há o que mexer em Paraíso, e o elenco está maravilhoso. Ela não pode ser transformada num videoclipe - a novela tem que ter o ritmo dela e pronto.

É curioso falar sobre ritmo lento agora, logo depois de a reprise de 'Pantanal', que é mais lenta ainda, ter sido tão bem-sucedida no SBT.

Pois é... Quando eu fiz Pantanal foi uma discussão danada. Tinha gente na Manchete que queria juntar os três primeiros capítulos, transformar num só. Eu falei: "Nada disso! É uma novela que tem a velocidade das águas pantaneiras e a tranquilidade do voo dos tuiuiús." O que eu vou fazer se hoje a novela é videoclipe? Para contar uma história não pode ter pressa.

Por falar em remake, sei que você queria fazer 'Pantanal' de novo, na Globo. Isso ainda pode acontecer?

Não, o Silvio Santos passou o Pantanal à minha revelia. Então, perdi a oportunidade de refazê-la na Globo.

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