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Paixão pelo surfe une casal em 'Amor, o Mar Subiu', que estreia no Canal Off

'Amor, o Mar Subiu' vai retratar, em seis episódios, as aventuras de Nicole Pacelli e Lapo Coutinho

Entrevista com

Lapo Coutinho e Nicole Pacelli

Eliana Silva de Souza, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2019 | 03h00

Estreia nesta quarta, 30, às 21h30, no Canal Off, a série Amor, o Mar Subiu. Em um total de seis episódios, o público vai acompanhar o casal Nicole Pacelli e Lapo Coutinho curtindo a vida adoidado, em aventuras em cima de uma prancha, desafiando as grandes ondas. E essa afinidade para o esporte vem de berço, pois ambos são filhos de surfistas, ela, filha de Jorge Pacelli, pioneiro da modalidade tow-in, e ele, filho de Lado Coutinho, surfista de ondas grandes. No programa, eles mostram como é viver essas aventuras no mar, e nutrir a paixão mútua pelas ondas grandes.

Como é rodar o mundo para viver essas grandes emoções e ter ao seu lado alguém que te completa? 

Lapo Coutinho: Faz parte do nosso trabalho rodar o mundo em busca de ondas grandes. É muito prazeroso poder desfrutar de todos os lugares e ondas  que conhecemos, mas também enfrentamos situações difíceis e condições adversas. Então precisamos estar super focados e atentos no que estamos fazendo. O fato de viajarmos juntos só ajuda, pois sempre podemos apoiar o outro durante essas viagens.

Nicole Pacelli: Eu vivo um sonho! Sou muito agradecida por poder trabalhar fazendo aquilo que eu amo, que é surfar, e ainda viajar o mundo! A maioria dos surfistas viaja sozinho pois o namorado/a trabalha com outra coisa ou não pode acompanhar em todas as viagens... Acho que eu e o Lapo temos muita sorte de podermos viajar juntos e dar apoio um ao outro, seja nas ondas grandes como nos campeonatos. 

Vocês devem ser chamados de loucos, não? Viver a vida em cima de uma prancha, é a vida que escolheram?

Lapo: Ás vezes somos chamados de loucos pelas ondas que surfamos, mas nós fomos evoluindo gradualmente no surf, ao longo de nossas vidas. Nós dois começamos a surfar muito cedo por influência dos pais. Hoje em dia surfamos em situações realmente extremas, mas sempre com toda preparação e estrutura necessárias.

Nicole: Algumas pessoas acham que somos loucos mesmo. Já ouvi várias vezes isso! Acho que o fato de alguém pegar ondas grandes e arriscar a própria vida impressiona as pessoas que não fazem isso, elas acham muito perigoso. Mas para nós, surfistas de ondas grandes, acaba sendo uma coisa normal. Acabamos nos acostumando com a situação. Eu sempre quis ser surfista, era meu sonho. Quando o surf começou a ser meu trabalho foi uma realização muito grande. Estou vivendo a vida que sempre sonhei.

Para quem não é do surfe, o que leva alguém a desafiar o mar, suas ondas, e não qualquer onda?

Lapo: O surf é um esporte singular, como nenhum outro. Você percorre uma onda que só existe por alguns segundos e que quase sempre é diferente das anteriores. Essa mudança constante de ondas e condições é o que nos deixa fissurados e sempre em busca daquele momento perfeito.

Nicole:  Acho que cada pessoa surfa por um motivo. No meu caso eu gosto de surfar ondas grandes porque você acaba tendo uma relação diferente com o mar, uma relação de respeito. É um surf diferente. Você precisa ser mais cauteloso, analisar melhor as condições antes de entrar do mar e perguntar a si mesmo: se algo der errado (perder a prancha ou algo assim) você vai conseguir sair sozinho? Você precisa respeitar o mar e seus limites sempre. Além disso, a sensação de pegar uma onda realmente grande e a adrenalina de você estar ali é inexplicável.

Haverá o momento de criar raízes e não se arriscar mais?

Lapo:   O surf de ondas grandes é um vicio pra mim. Não me vejo largando ele tão cedo e acho que Nicole compartilha isso comigo. Acho que logo vamos criar raízes mais permanentes em algum lugar do mundo, mas sei que o surf sempre vai estar presente.

Nicole: Acho que vou surfar ate eu ficar velhinha! Eu sempre amei ondas grandes desde criança. Amo a sensação de entrar num mar grande e acho que isso nunca vai mudar. Posso ficar mais medrosa quando ficar mais velha ou posso ficar mais "louca" hahah quem sabe... Eu e o Lapo brincamos que a gente não tem casa, estamos cada hora morando num lugar diferente. Ainda não escolhemos um lugar para criar raízes.

Teve algum momento de aflição, um pelo o outro, por alguma situação complicada?

Lapo: É sempre difícil ver o outro numa situação complicada ou perigosa. Não tem como não ficar aflito! Mas é o que amamos fazer e sei que Nicole é bem tranquila e preparada! Ela sempre foi evoluindo aos poucos, sem pular etapas e é muito habilidosa surfando, o que sempre me fez ficar mais tranquilo. 

Nicole:  Quando estamos surfando juntos eu sempre presto atenção no Lapo, nas ondas que ele pega, se ele caiu ou não, se toma alguma onda na cabeça. Surfar ondas grandes é perigoso, então tento ficar sempre atenta. Mas ele é muito habilidoso e bom no que faz, o que me deixa tranquila. Uma vez eu tomei umas ondas muito grandes na cabeça, foi uma situação chata, fiquei muito tempo embaixo dágua. Mas essas são situações em que você precisa se virar sozinho, não tem como o outro te ajudar. Então você só entra num mar grande se souber que você aguenta. Mas lógico que saber que tem uma pessoa do seu lado e que se importa com você dá muito mais confiança de pegar ondas maiores.

O que é surfar para vocês?

Lapo:  O surfe é nossa vida, nossa terapia e religião! Hahaha A nossa conexão com o mar é extrema e não conseguimos ficar sem, acaba se tornando um estilo de vida. Vivemos em contato com a natureza e em função das ondas, marés e ventos. 

Nicole:  Surfar eh minha vida! Não sei o que eu seria sem o surf. É minha paixão, meu trabalho e minha evolução diária. Foi surfando que tive as maiores conquistas e realizações da minha vida ate agora. Devo tudo ao Surf. 

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