Os mistérios de uma abelha-rainha

Em 'Reis e Rainha', um casal é só normal na aparência, escondendo uma teia de relações

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2008 | 23h38

Um filme belo e complexo - mas não complicado. Assim pode ser resumido Reis e Rainha (Imovision), longa do francês Arnaud Desplechin que chega agora em DVD. A trama, de fato, é simples. Diretora de uma galeria de arte, Nora está prestes a se casar pela terceira vez acreditando ter finalmente encontrado o parceiro ideal. Ex-amante de Nora, Ismael é um músico que está prestes a ser internado em um hospital psiquiátrico. Ao descobrir que seu pai está doente, Nora pede ajuda a Ismael, que aceita por estar interessado em fugir da internação. A situação torna-se ideal, portanto, para o casal acertar os fios soltos e tentar uma conciliação. Desplechin é um cineasta adorado pela crítica, mas, em seu caso, isso não significa um mau presságio. Seus personagens têm uma vida aparentemente normal, mas têm uma densidade e uma complexidade que os tornam verdadeiros humanos. O título se justifica por ser Nora uma espécie de abelha-rainha, ao redor da qual sobrevoam seus pretendentes. O mérito do filme está em surpreender o espectador em uma história aparentemente normal. A se lamentar a ausência completa de extras, hoje um detalhe obrigatório.

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