Os excessos da rotina americana

Em 'Boogie Nights', o cineasta Paul Thomas Anderson mostra a manipulação no cinema

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2008 | 22h10

Os filmes de Paul Thomas Anderson são intrigantes e oferecem ótimos papéis para os atores. Basta lembrar de Sangue Negro e o Oscar para Daniel Day-Lewis; Magnólia e a melhor interpretação de Tom Cruise no cinema; e Embriagado de Amor e Adam Sandler longe do estereótipo de bobão legal. Anderson também deu a Mark Wahlberg o papel que mostrou que ele tinha jeito para a interpretação em Boogie Nights - Prazer sem Limites, lançado agora pela Playarte.   O filme conta a história de um produtor pornô (Burt Reynolds) que descobre rapaz (Wahlberg) e, confiando no taco dele, o transforma no maior astro do cinema de sexo explícito dos Estados Unidos. Só que, após o apogeu, vem a decadência vertiginosa. Foi o início da investigação que Anderson promoveu sobre os excessos da vida americana - em Magnólia, ele analisa a família e sua visão apocalíptica, concluindo com a famosa chuva de sapos.   Provavelmente, a proposta mais original surgida no cinema americano nos últimos anos. E Wahlberg se destaca como o homem objeto, manipulado por tubarões da indústria até o momento em que pode ser sumariamente descartado. Pena que o DVD tenha extras inexpressivos.

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