Os encantos do amor surreal

É o que revela 'Luna Papa', filme encantador, recheado de imagens insólitas e criativas

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2008 | 22h29

O diretor tem um nome complicado para nossos parâmetros, Bakhtiar Khudojnazarov, mas esse jovem (nasceu em 1965) do Tajiquistão é autor de um dos filmes mais simpáticos e originais dos últimos tempos. Luna Papa (Lume), de 1999, tem como narrador um bebê que ainda está no ventre da mãe, Mamlakat. Essa garota de 17 anos quer ser atriz. É órfã de mãe. O pai cria coelhos, e o irmão ficou retardado por causa da explosão de uma bomba.   Mamlakat não se cansa de proteger o irmão, mas não cuida de si mesma - acaba seduzida, numa noite de lua, por um desconhecido que afirma ser ator. Ele some. O pai e o irmão saem em sua busca. Querem que ele repare o mal que causou casando-se com Mamlakat. A repressora população da cidade discrimina a garota, chamando-a de prostituta.   A história conta ainda com mais personagens - um aviador que lança um touro do céu e um médico que compra sangue e perde dinheiro nas cartas. Ambos tentam assumir o filho de Mamlakat, mas a narrativa toma sempre rumos inesperados que fazem Luna Papa ganhar cores surreais. É nesse momento que o diretor exibe seu talento, criando imagens insólitas e inesquecíveis.

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