Os embalos de sábado à noite

Em 'Chega de Saudade', Laís Bodanzky exibe um clube de dança paulista sem preconceitos

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2008 | 15h42

A música é um componente importante no filme Chega de Saudade (Walt Disney), mas, aos poucos, o espectador percebe que a palavra tem um peso decisivo. Do conflito entre diversos casais, conta-se a história de uma noite em que cada personagem passou por uma transformação, às vezes, radical. E, para que isso aconteça, sofrimento e felicidade são inevitáveis. Dirigido por Laís Bodanzky e com roteiro de Luiz Bolognesi, Chega de Saudade acompanha diversas pessoas que se encontram em um clube de dança de São Paulo. Lá, cada um vive momentos bem distintos: a mulher desconfiada de que o marido tenta disfarçar a amante; a veterana que paga para que um rapaz dance com ela, evitando a humilhação de ficar sentada a noite inteira; o casal exímio no tango e na paixão.A estrutura faz lembrar O Jantar, de Ettore Scola, em que um grupo de pessoas se reúne em um restaurante onde as emoções atingem temperaturas elevadas. Ou seja, locais fechados obrigam as pessoas a se confrontarem, buscando desesperadamente uma conciliação. E o filme de Laís é um retrato perfeito, embalado por uma trilha sonora da pesada, com destaque para Elza Soares.

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