Os bons velhinhos

Os roteiros das primeiras temporadas da série Law&Order (Universal, vários dias e horários) são, de longe, melhores e mais atuais que os da fase recente. Coisa de autores antenados como o criador do filmete, Dick Wolff. Um desses episódios, de meados dos anos 90 - com os atores Sam Waterston e Jill Crossing Jordan Henessy quase jovens - exibido na manhã de quinta-feira, dia 29, discutiu o direito ao reconhecimento de paternidade, e à herança, de uma criança gerada por inseminação artificial com esperma de doador. Outra produção, de 1999, envereda por uma história baseada em fatos reais, a acusação de homicídio culposo contra um homossexual aidético. Ele faz sexo sem proteção, tem muitos parceiros e contamina vários deles. Dois já morreram. Um sofreu as conseqüências da doença; outro suicidou-se depois de receber o diagnóstico. O mês de junho carrega um pacotaço de finais que estão sendo mal divulgados pelos canais bem pagos. Muita coisa foi prejudicada pela greve dos roteiristas. Por exemplo, Two and a Half Men (Warner, dia 3, 20h30) deveria mostrar o personagem de Charlie Sheen de casamento marcado. Não deu certo. O fim dessa fase será na linha mas de lo mismo. É esse o tom . Leitores continuam irritados com a programação fraca, o atendimento ruim e os preços. Júlio Mola acha absurso pagar R$ 800 ao ano - assinatura básica - para "assistir bons filmes do século passado". Leonor Bento ligou para o atendimento da TVA em São Paulo: "esperei 35 minutos - e desliguei sem ser ouvida", conta A leitora Bia Ribeiro alerta: "está na programação do HBO o épico 300 - é imperdível". Menos, Bia, menos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.