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'Orphan Black' terá mais clones em nova temporada

Graeme Manson, um dos criadores da série, conta como desenvolve os novos personagens e rumos da trama

João Fernando, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 02h06

Quando o telespectador tem a impressão de que está vendo clones de mais em Orphan Black, esse número pode aumentar. Na segunda temporada da série, que começa nesta terça, 24, às 21 horas, no A&E, a protagonista Sarah Manning (Tatiana Maslany) vai ver seu rosto multiplicado novamente, desta vez na pele de Jennifer, uma professora que sofre de problemas respiratórios e será relevante para o desenrolar da trama.

"É muito legal introduzir novos clones, porém, em termos de logística há problemas de um programa sobre clones. Quando é preciso fazer o cronograma de um ator que precisa se transformar em outro ao longo do dia, fica complicado", explica Graeme Manson, que criou a série em parceria com seu conterrâneo John Fawcett. "Por isso, mantemos três ou quatro na história principal", justifica o roteirista canadense.

Coproduzida pela BBC America e pela emissora Space, do Canadá, Orphan Black conta história de um a jovem que, por acaso, descobre que existem clones seus - que apesar da semelhança física se desenvolveram de maneira distinta - e que ela faz parte de uma conspiração.

Na nova fase, Sarah continua à procura de respostas para o que está acontecendo em sua vida, enquanto tenta descobrir o paradeiro de Kira (Skyler Wexler), sua filha desaparecida. Paralelamente, segue pistas para resolver o mistério da série, ela se depara com suas cópias, o que faz com que atriz já tenha interpretado oito versões de si mesma, além de contracenar com dois clones em uma mesma sequência.

"Por isso, mesmo que não quiséssemos, tivemos de matar alguns. A Tatiana tem habilidades intermináveis, então, podemos criar outros incontáveis personagens", palpita Graeme. "Entretanto, não queremos lançar o 'clone da semana', queremos alguém que funcione."

Segundo o autor, o intuito da série é abordar os desdobramentos do avanço da tecnologia. "Tudo começa com a história dos clones, pois temos interesse pela ética científica, a natureza da criação, porém, também exploramos drama relativo a isso tudo", disse o roteirista em uma teleconferência com jornalistas da América Latina.

Ele, aliás, não descarta a possibilidade de incluir na trama um clone vindo dos trópicos. "Já conversamos sobre um clone latino. Acho que a Tatiana (também canadense) seria capaz de fazer. Só precisamos criar uma história para que o personagem venha para Toronto."

Apesar da boa audiência que a série teve em seu país de origem e da indicação da protagonista para o Globo de Ouro no ano passado, o roteirista e produtor garante não se deixar levar pelas vontades do público e opinião da crítica ao dar continuidade à história. "Primeiro, tentamos fazer o que nós queremos. Agora que temos uma boa base de fãs, muitos deles ativos nas redes sociais, conseguimos saber do que gostam ou não", conta. "Em geral, não queremos dar ao público o que ele quer. Tentamos ver o que as pessoas esperam e fazemos algo diferente. Temos de subverter a expectativa das pessoas."

Graeme Manson afirma que ele e seu parceiro de roteiro já tinham a trama traçada desde a primeira temporada - disponível no Netflix. "Já sabíamos para onde estávamos indo. Tentamos quebrar isso e encontrar algo empolgante. Afinal, é uma série de conspiração", provoca. O canadense faz graça quando questionado sobre qual mensagem que a produção quer passar. "Diria que as nossas semelhanças são mais importantes que as diferenças. Não, espere. Nossas diferenças são mais importantes que nossas semelhanças. Ou algo assim", debocha.

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